Evento APDC

18.02



Para o mandato 2013-2015

APDC apresenta Plano de Ação

Num contexto de enormes desafios e depois das profundas mudanças que ocorreram nas Tecnologias de Informação e Comunicação portuguesas ao longo dos últimos 30 anos, o papel de uma associação como a APDC deverá ser o de continuar a ser "uma voz forte e respeitada", aumentando até esta capacidade conquistada nos seus 29 anos de existência e "ter coisas para propor". Porque "não vale a pena ser uma voz forte e respeitada sem ter nada para propor, nem vale a pena ter muitas coisas para propor se não se tiver uma voz forte e respeitada". Os novos corpos sociais da APDC têm nas mãos "uma enorme responsabilidade", com um projeto "consolidado no panorama nacional das TIC", como referiu Rogério Carapuça, o presidente da Associação, na sessão de apresentação do Plano de Ação 2013-2015, que decorreu na Fundação Portuguesa das Comunicações.

Os objetivos para os próximos três anos passam assim por reforçar a capacidade da APDC ser uma voz forte e respeitada - nomeadamente através da disponibilidade, num sector que tem hoje algumas dezenas de associações empresariais, de "pensarmos um eventual processo de consolidação entre associações, que daria ao sector uma voz ainda mais forte e ainda mais respeitada", e com propostas para fazer. E que significa, segundo Rogério Carapuça, "pensarmos no que se passa no sector, as tendências que sobre ele são impostas por outros sectores, determinar quais as respostas que o sector tem para isso, e quais são as ações de eficiência coletiva que se podem desenvolver para que o sector possa crescer".

Referindo-se à evolução das TIC nos últimos 30 anos, o presidente da APDC considera que "o nosso sector viu Portugal no seu melhor" que que foi "isso que o transformou num sector cheio de inovação". Como o provam os exemplos do conceito do pté-pago nos telemóveis, a Via Verde ou o Multibanco. E "é essa tradição que temos de continuar". O que na APDC será feito através de três linhas de ação:

 - A promoção, na linha do que tem vindo a ser feito, do setor, através de eventos de referência que visem o debate, a troca de ideias e o crescimento do sector. Com a "criação de um conjunto consistente e mobilizador de iniciativas em torno de temas de relevo para o setor", mobilizando os associados e a promovendo o networking entre eles.

- A definição de tendências globais, respostas do setor e ações de eficiência coletiva a desenvolver pelas TIC. Ou seja, estudar as tendências económicas, sociais, politicas e sectoriais, o que estas exigem das TIC e como é que estas podem dar-lhes resposta, através de ações de eficiência coletiva, que facilitem a oferta de soluções por parte das empresas das TIC, e que impliquem a colaboração entre todas as empresas.

- E contribuir para a consolidação do associativismo empresarial do sector, se for esse o interesse das demais associações. Só assim poderá haver uma "representação mais concentrada, respeitando as especificidades e as contribuições que cada Associação tem vindo a dar ao sector".

Para concretizar estas Linhas de Ação, a APDC contará com um Colégio de Comissários, composto por responsáveis do sector convidados cuja missão será dialogar com os principais stakeholders - do sistema científico e tecnológico nacional, profissionais do sector, jovens, governo, media ou público em geral - sobre como se poderão implementar as ações de eficiência coletiva. Assim como com o Conselho Consultivo, que se pretende vocacionado para ajudar a APDC e o sector a "ajudar a identificar as tendências e os requisitos que os outros sectores colocam sobre as TIC, ajudando a definir as respostas certas".

E o presidente da APDC considera que "Portugal não é um país condenado" nem um "caso perdido", como o mostra um estudo da Bloomberg, em colaboração com a organização Innovation America, que analisou mais de 200 países e regiões soberanas para determinar o seu coeficiente de inovação, e onde Portugal ficou na 25ª posição entre os 50 mais inovadores do mundo. "Temos muitas hipóteses. E o nosso sector pode ser motor para a economia portuguesa", até porque tem "uma característica fundamental: não há nenhum sector de atividade que não dependa criticamente daas TIC". Sendo um dos mais horizontais na economia e na sociedade, há aqui "muito trabalho a fazer", não só para o crescimento das TIC como da economia nacional. Por isso, a APDC está disponível "para trabalhar com todos os stakeholders e com o Governo, no sentido de criar as ações de eficiência coletiva que se tornem necessárias para que o sector possa crescer cada vez mais".

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