Evento APDC

16.05



“A Banda Larga como suporte ao desenvolvimento socioeconómico sustentável”

APDC e APDSI realizam Sessão de Debate

Portugal tem hoje infraestruturas de banda larga, tanto fixas como móveis, muito acima da média europeia e até ao nível mundial. Particularmente no caso das redes móveis de 4ª geração (LTE). Mas ter redes não é sinónimo de procura. Ao nível da adoção e da utilização, o País continua muito abaixo das médias europeias. Por razões regulatórias, políticas, económicas e de literacia do mercado que é preciso ultrapassar rapidamente, para que se consiga aproveitar todo o potencial e a criação de valor potenciada pelas infraestruturas de comunicações de alta velocidade. Estas foram algumas das principais ideias que resultaram desta Sessão de Debate, onde foram analisadas também as estratégias de Bruxelas para as TIC e para ultrapassar a difícil situação económica no espaço comunitário.

Para os oradores, foi consensual de que há hoje uma grande disponibilidade das infraestruturas de banda larga e que, por falta de utilização, não se está a aproveitar todo o valor e o potencial destas redes para o desenvolvimento económico e social. Numa altura em que a economia é cada vez mais digital e a globalização é uma realidade. Impõe-se por isso, para além do esforço de desenvolvimento das redes - numa óptica de colmatar os desequilíbrios que ainda subsistem nas infraestruturas, nomeadamente em termos de coesão social - desenvolver estratégias para estimular a procura e a utilização da banda larga.

Estimular a procura e a utilização das redes de alta velocidade, fixas e móveis, cuja oferta está a níveis muito acima da procura, foi uma prioridade considerada por todos como um enorme desafio. A que todos terão que responder, desde o poder político aos reguladores, empresas, operadores de comunicações e até mesmo aos utilizadores.

Com várias críticas às políticas públicas, que na atual conjuntura encaram as TIC como uma despesa e não como um investimento, os participantes defenderam que o Estado deve reforçar o investimento no digital. Promovendo estratégias e políticas de transformação da Administração Pública numa AP cada vez mais digital. E avançar com regimes fiscais e incentivos adequados à dinamização da economia digital. Ao regulador cabe garantir que o mercado das telecomunicações tenha as condições adequadas em termos concorrenciais e de competitividade, garantindo aos consumidores um acesso generalizado à banda larga a preços competitivos. Assim como assegurar todos os instrumentos que garantam a segurança e a privacidade das redes.

Mas também as empresas, onde a introdução da tecnologia e dos serviços nos processos de negócio está muito atrasada, terão de ser muito mais ativas na adoção de ferramentas tecnológicas, procedendo a uma verdadeira mudança para o digital, ganhando competitividade, eficiência e capacidade de internacionalização num mercado hoje cada vez mais globalizado.

Neste processo de mudança, os operadores das TIC também têm um papel fundamental a desempenhar. Terão de apostar no desenvolvimento de conteúdos e de aplicações cada vez mais atrativos e competitivos, promovendo uma crescente utilização das redes. Promovendo ofertas com qualidade, de forma a que  utilizadores percebam o valor da tecnologia e a utilizem.

Os presentes sugeriram ainda a definição de políticas transversais, nomeadamente através de parcerias e do reforço da colaboração entre todos os intervenientes, públicos e privados, com políticas adequadas à realidade portuguesa que combatam a iliteracia digital, que é ainda grande no País, nomeadamente nos segmentos da população mais desfavorecidos. É consensual que ao nível do conhecimento, ainda estamos muito longe das médias europeias.

Consensual foi também que a atual crise económica, nacional e europeia, está a atrasar o processo de adoção das infraestruturas de banda larga, tendo em conta que o poder de compra dos portugueses é baixo. Pelo que a necessidade de baixar os custos da utilização da tecnologia é urgente. Assim como a oferta de serviços e aplicações verdadeiramente orientados para as pessoas ou estas não acreditam no digital. Porque faltam em Portugal serviços de qualidade, orientados para as pessoas, e em tempo real para que elas acreditem no digital.

Uma área determinante , muito debatida no encontro, para criar uma procura inteligente de banda larga, que crie valor, é a segurança e privacidade das redes. Mas esta não é considerada ainda como uma prioridade, mesmo na Administração Pública, pelo que não se estão a realizar ainda os investimentos necessários.

Certo é que a utilização da banda larga tem ameaças, mas as oportunidades que traz são imensas para as pessoas e as organizações. O digital cria novas cadeias de valor, novos negócios, mais inovação. Cria uma verdadeira sociedade da informação e do conhecimento.

Participaram neste debate, moderado por Reginaldo de Almeida, José Perdigoto (ANACOM), António Gameiro Marques (Secretaria-Geral do MDN), Robalo de Almeida (Principal Advisory), Luís Vidigal (APDSI) e Xavier Rodríguez-Martín (DSTelecom).

O Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação é celebrado pela União Internacional das Telecomunicações (UIT) desde 1865. E este ano teve como tema de fundo "Broadband for sustainable development".  Em Portugal, a comemoração deste dia tem sido liderada pela Fundação Portuguesa das Comunicações. É neste âmbito que se inseriu a iniciativa conjunta da APDC e da APDSI, que através de uma Sessão de Debate, analisou o tema "A Banda Larga como suporte ao desenvolvimento socioeconómico sustentável".

O objetivo da UIT foi reforçar a consciencialização sobre o potencial que a utilização da Internet e das ferramentas TIC em geral poderá trazer às economias e às sociedades, assim como ao combate à info-exclusão. Pretende-se focar as atenções na ambição de conseguir o acesso universal à conetividade em banda larga e aos conteúdos, identificando entraves, prioridades e políticas-chave para alcançar esse objetivo.

 

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PROGRAMA
SESSÃO DE DEBATE APDC/APDSI
"A Banda Larga como suporte ao desenvolvimento socioeconómico sustentável"

No âmbito das comemorações do
Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação 2014

16 maio 2014 - 15H30/17H00 - Fundação Portuguesa das Comunicações

          
ORADORES:
António Gameiro Marques - Secretaria-Geral do MDN
António Robalo de Almeida - Principal Advisory
José Perdigoto - ANACOM
Luís Vidigal - APDSI
Xavier Rodríguez-Martín - DSTelecom

MODERADOR:
Reginaldo Rodrigues de Almeida - Jornalista
 
 
 
 
 
 

Programa


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