Evento APDC

14.11
Congresso



Três dias de debate intenso

Congresso das Comunicações’08

"TIC e Alterações Climáticas" foi o mote do Congresso das Comunicações'08, uma iniciativa da APDC que constitui o maior evento anual do sector em Portugal. E no âmbito do qual foi ainda apresentado o "Smart Portugal 2020", um estudo patrocinado pela Associação que identifica e quantifica as oportunidades de negócios que se abrem para as TIC neste domínio.
Mais de 120 especialistas nacionais e internacionais, para além dos protagonistas nacionais das indústrias das TIC e da energia, de responsáveis governamentais, reguladores e académicos, debateram ao longo de três dias a questão da sustentabilidade ambiental, medidas em curso e a tomar, as potencialidades de negócio que esta área abre para as TIC, o papel das Redes de Nova Geração, a regulação e a situação actual e perspectivas para o mercado. O Congresso das Comunicações'08, que decorreu entre 11 e 13 de Novembro, em Lisboa, sendo presidido por Jorge Vasconcelos, conhecido protagonista na área do ambiente e energia e ex-líder da ERSE, contou com a participação de mais de 1500 congressistas. Contou com a participação, na sessão oficial de abertura, do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, onde também estiveram presentes do Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, encerrou os três dias de debate intenso em torno do tema "TIC e Alterações Climáticas", que reuniu não só o sector das TIC como ainda todas as indústrias ligadas ao tema do ambiente, com destaque para a energia. O Congresso culminou na tão esperada sessão do "Estado da Nação das Comunicações", onde estiveram presentes os líderes da PT, CTT, Vodafone, Sonaecom, Zon e Oni, seguidos da intervenção do presidente da Anacom, amado da Silva.
Em destaque nos três dias do maior evento nacional das TIC esteve ainda o tema das Redes de Nova Geração, que, a par das Alterações Climáticas, constituem os dois grandes temas do mandado da actual Direcção da APDC, para além de serem maiores questões da actualidade. Recorde-se que numa altura em que se assinala o Ano Internacional da Terra sob o Alto Patrocínio das Nações Unidas, em que a UE aposta numa política ambiental ambiciosa e em que Portugal assume uma posição de vanguarda no recurso às energias renováveis, a APDC pretendeu proporcionar à sociedade portuguesa em geral, e não apenas aos seus associados, uma plataforma de reflexão e debate na área das alterações climáticas.
Grandes potencialidades de negócio
Com esse objectivo, apresentou na primeira manhã do Congresso o estudo "Smart Portugal 2020, que identificou as novas oportunida des de negócio resultantes da aplicação das TIC a vários sectores (nomeadamente energia, transportes, edifícios e indústria). O relatório conclui que as empresas portuguesas podem ganhar entre dois a 2,3 mil milhões de euros por ano, se souberem aproveitar as oportunidades de uma economia com menos carbono, aproveitando as potencialidades dadas pela utilização das TIC de uma forma massiva. A utilização das TIC permite reduzir em cerca de 15% as emissões de gases de efeito de estufa num cenário até 2020. E entre as áreas que oferecem o maior potencial de redução de emissões e proporcionam as oportunidades mais interessantes de negócio estão os sectores do sistema de distribuição de energia eléctrica, dos transportes e dos edifícios. O estudo mostra claramente que  é possível não só cumprir os compromissos decorrentes do Protocolo de Quioto como também as metas para 2020 acordadas pelo Conselho Europeu de Março de 2007
De acordo com Diogo Vasconcelos, Presidente da APDC, mais que um mero estudo, o "Smart Portugal 2020" representa "uma oportunidade única para todos: entidades públicas, empresa e cidadãos. Da sociedade esperam-se novos comportamentos - repensar a utilização do carro individual, adoptar novas soluções de mobilidade e de trabalho à distância, ter capacidade de determinar o consume de energia. Uma mudança que exige participação, envolvimento, co-criação. Dos mercados, espera-se a criação de novas oportunidades de negócio - a crise e o advento de um novo paradigma criam uma enorme pressão para inovar, numa lógica de ‘destruição criativa'. Em áreas como as redes eléctricas, os transportes e a gestão de edifícios, o estudo identifica oportunidades tangíveis. Dos governos e reguladores, exigem-se politicas adequadas - as quais passam por uma postura inteligente, de "orquestração" da inteligência dispersa, dentro e fora do sector público e pelo fomento de soluções, tecnologias e infra-estruturas de baixa intensidade de carbono".
Também Jorge Vasconcelos, também líder do Grupo de Trabalho TIC e Energia, o estudo vem garantir de uma vez por todas que a utilização das TIC podem reduzir em cerca de 15% as emissões globais de gases de efeito de estufa previstas para 2020, "cerca de 10 vezes a pegada de carbono calculada para a indústria das novas tecnologias em Portugal". Uma redução "suficiente para que o nosso País vá de encontro aos objectivos estabelecidos para 2012 em matéria de emissões de CO2 e atinja as ambiciosas metas definidas para 2020. Desde 2001, Portugal implementou, com sucesso, uma estratégia agressiva de massificação de energias renováveis. As TIC vão impulsionar ainda mais essa estratégia, permitindo a passagem de uma abordagem quantitativa para uma mais qualitativa".
O estudo "Smart Portugal 2020" surge na sequência de um outro estudo recentemente publicado, de carácter global, o  "Smart 2020", da responsabilidade do Gesi. E constitui a primeira aplicação a nível nacional das ideias apresentadas pelo trabalho internacional.
Business Lounge mostra sector
Recorde-se que em paralelo com o Congresso decorreu o Business  Lounge, uma grande mostra do sector das TIC. Trata-se de uma exposição profissional, aberta a todos os consumidores de TIC - empresariais e Públicos, constituindo um espaço privilegiado onde as empresas têm a oportunidade de apresentarem ao sector as suas mais recentes ofertas de produtos, serviços e tecnologias. É, por isso, um poderoso e dinâmico meio de lançamento, divulgação e demonstração da inovação que se vai fazendo no sector. E uma oportunidade única, que alia o prestígio e reconhecimento que este grande evento detém nos meios técnico, profissional e empresarial, com a oportunidade de apresentação de soluções tecnologicamente avançadas.

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