Evento APDC

19.05
Conferência



3º Workshop Ciclo APDC: Para uma AP do Séc. XXI

Da Saúde ao Bem Estar: Serviços com o Cidadão

Numa conjuntura como a que se atravessa, de graves dificuldades económicas e orçamentais, de alterações radicais na sociedade, nomeadamente a pressão do envelhecimento das populações, de cidadãos mais exigentes que querem novas respostas públicas numa área fulcral, o Estado tem de encontrar caminhos inovadores para garantir serviços de saúde universais, com qualidade e centrados nas pessoas. E caminhos que garantam ainda a sustentabilidade do sistema, numa altura em que cada vez mais há que fazer mais com menos. É necessária uma verdadeira alteração de paradigma no sector da Saúde.
As tecnologias estão disponíveis, reforça-se a sua utilização intensiva por parte do sector da Saúde, crescem os casos concretos de sucesso de aplicação das TIC que respondem às novas exigências e mudanças sociais. Mas é preciso dar o verdadeiro salto em frente, apostando-se na inovação social, com soluções cada vez mais centradas no cidadão e co-criadas com este.
De acordo com o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, "enfrentamos hoje desafios completamente distintos. Os padrões de comportamento da sociedade mudaram radicalmente o sector da saúde. Há uma pressão crescente sobre a organização da saúde e sobre a forma como o Estado se organiza". Manuel Pizarro, que falava na sessão de abertura deste workshop do Ciclo APDC, defende uma base de acesso universal à saúde, porque "este não é um mercado mas um quase mercado". E, apesar de actualmente se valorizar a participação cada vez mais activa do cidadão, haverá nos próximos anos uma grande mediação por parte dos profissionais de saúde.
O Executivo, tal como outros governos de outros países comunitários, enfrenta ainda o problema do aumento progressivo dos encargos com a saúde. Que em Portugal representam actualmente mais de 10% do PIB. São desafios que obrigam cada vez mais a que se assegure a sustentabilidade do sistema de saúde. E neste processo, p caminho terá se ser inevitavelmente através da inovação nos processos e nos serviços. Com novos paradigmas e novas formas efectivamente eficientes de disponibilização dos serviços. "Há que acelerar os processos de mudança, integrando todos os esforços e recorrendo à utilização intensiva das TIC e com centralidade no cidadão. Englobando neste processo todos os parceiros", destacou o governante. Que garante que o Governo está "interessado no desenvolvimento de iniciativas concretas que potenciem este esforço de inovação".
Esta necessidade de mudança no sistema de saúde, a que se assiste ao nível europeu, no sentido de dar resposta às grandes questões sociais e económicas que hoje de colocam, são um desafio social mas também uma grande oportunidade de negócio e de crescimento. E as actuais necessidades criam também grandes oportunidades de parcerias entre os sectores público e privado, que podem trabalhar em conjunto e criar espaços de inovação. Esta é a posição do presidente da APDC, que falou também na abertura do evento. Para Diogo Vasconcelos, tem que se evoluir do sistema actual para um novo sistema em que se valorize o conhecimento e co-criação em rede, em parceria, Com interacção e partilha. Porque o futuro "passa cada vez mais pela integração de sistemas, como um apoio mais personalizado e baseado no paciente/utente".
Mais do que disponibilizar novas tecnologias, o foco tem que assentar na criação de respostas novas, inovadoras, com novas aproximações. E isto faz-se nomeadamente através de uma aprendizagem com os vários exemplos de novos serviços que vão surgindo um pouco por todo o lado, baseados nas TIC. Nomeadamente as redes de nova geração, que permitem novas soluções e a sua massificação. A Europa está a investir muito nestas infra-estruturas e Portugal tem aqui uma oportunidade de aproveitar melhor o que está a ser feito. Nomeadamente com a criação de mais consórcios publico/privados, de mais casamentos entre quem tem capacidade tecnológica e quem tem acesso às pessoas. Trazendo para a sociedade todos os benefícios desta mudança.
Ao longo de todo o dia, nos vários painéis do workshop, foram apresentados vários casos de sucesso em vários países de utilização das potencialidades das TIC para dar resposta a diferentes necessidades no sistema de saúde. Mats Larsob, Senior Partner da Caritea AB, falou sobre a "sustentabilidade dos novos serviços de apoio ao cidadão", destacando vários exemplos de sucesso e a necessidade de os replicar, aprendendo-se com as best practices e com os exemplos de menor sucesso. No debate sobre "o cidadão na gestão da sua saúde e bem estar", estiveram presentes Dirk Elias (presidente da F. Fraunhofer Portugal), Joop Tanis (director da Health Launchpad, Young Foundation) Vickie Cammack (presidente da Tyze) e Ana Rita Pedro (Escola Nacional Saúde Pública) numa sessão moderada por Joaquim Cunha (director-executivo Health Cluster da Saúde).
Os "serviços de nova geração e a sua sustentabilidade" estiveram também em análise, numa sessão que contou com responsáveis dos sectores público e privado da saúde, tanto em Portugal como em Espanha: Luis Campos (o novo Coordenador Nacional do Registo de Saúde Electrónico), Isabel Vaz (presidente da Comissão Executiva da Espírito Santo Saúde), Lluis de Haro (director do Centro de Competência Funcional do Instituto Catalão de Saúde), Lola Ruiz (directora do Programa "Direction of Health Care Organizations" - Universidade Carlos III) e Manuel Câmara (Empreendedor). O debate foi moderado por José Mendes Ribeiro (membro do Conselho Cientifico da Fundação Francisco Manuel dos Santos).
No final dos trabalhos, e para comprovar que o sector das TIC tem de facto soluções para o sector da saúde, a Alcatel-Lucent, a ISA e a BioDevices mostraram in loco as suas soluções de e-saúde.

 

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