Evento APDC

06.06
Jantar-Debate



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CEO da NOS é orador convidado do Ciclo de 2017

Digital Business Dinner - Miguel Almeida

A meta não é ser líder absoluto de mercado, mas sim continuar a crescer. Com ambição e investindo no reforço das redes, na inovação na oferta e na transformação do próprio grupo. Para o CEO da NOS, a crescente procura de comunicações vai continuar a sustentar o setor. Rejeitando a possibilidade de qualquer dos três grandes operadores ganhar uma vantagem competitiva sustentada no tempo, Miguel Almeida garante que a diferenciação está na inovação e na oferta de valor. Sobre o 4º operador, admite uma eventual consolidação, por falta de escala.

O líder da NOS foi o orador convidado do segundo Digital Business Dinner APDC, que decorreu no mesmo dia em que a Anacom divulgou os dados do primeiro trimestre sobre os pacotes de serviços de comunicações, anunciando que a NOS alcançou a liderança em número de subscritores totais destas ofertas, ultrapassando a MEO. Uma meta que Miguel Almeida considerou normal, tendo em conta o percurso de crescimento que o grupo tem vindo a fazer.

Num encontro moderado por João Vieira Pereira, do Expresso, o gestor salientou que o objetivo não é ser líder de mercado, mas sim convergir cada vez mais. "Nunca dissemos que queríamos ser líderes absolutos. Temos objetivos e ambições, temos vindo a crescer e queremos continuar. Mas o líder tem ativos e uma posição competitiva que não nos permite ter essa ambição", refere, salientando o facto de terem antecipado para 2016 a meta dos 30% do mercado total que tinham fixado para 2018. "Estamos muito contentes e queremos continuar a progredir", defendendo que todos os operadores podem crescer, "sem necessariamente roubar aos outros". Desde que se forneçam mais serviços que acrescentem valor ao cliente.

Até porque a transformação para o digital e tudo o que esse processo envolve continuará a suportar a procura de serviços de telecomunicações. Tendo em conta que as barreiras à entrada neste mercado, quer regulatórias quer de investimentos, "são enormes" e que "o que vendemos e fornecemos aumenta de utilidade, quem dera a muitas industrias ter esta definição de futuro", considera.

DIFERENCIAR PELA INOVAÇÃO

E onde está a diferenciação entre operadores? Para o CEO da NOS, está nos tipos de serviços que fornecem a diferentes clientes em diversos contextos. Tudo depende da sua relevância e inovação. "Aqueles que trouxerem mais inovação e forem mais disruptivos, surpreendendo as pessoas com coisas que acrescentem valor, vão ganhar mais que os que se limitam apenas a ir atrás. Se é que há algum segredo de negócio, está aí", garante.

Mais, defende que nenhum operador em Portugal vai criar uma vantagem competitiva sustentável no tempo. Houve quem tentasse e deu mau resultado. Não vai acontecer", acrescentou, nomeadamente nos conteúdos, uma "das variáveis da oferta". Mostrando-se convicto de que a decisão da NOS de investir nos conteúdos desportivos foi a decisão certa, considera que "a partir do momento me que fomos confrontados com um determinado contexto competitivo, as decisões que tomámos foram claramente as melhores. Conseguimos criar as condições, em conjunto, que todos os clientes, independentemente do operador, tenham acesso a conteúdos fundamentais".

E avisa: "se alguém pensa que vai criar uma vantagem competitiva sustentável e vai desequilibrar o mercado, criando a bala de prata, desengane-se. Isso não vai acontecer".

Num setor onde existem três grandes operadores e onde não vislumbra a hipótese de alteração da estrutura do mercado, Miguel Almeida admite, contudo. que há um evidente problema de escala no 4º operador, pelo que "poderá ainda haver alguma alteração de perímetro ou de estrutura do mercado, por agregação num ou mais do que um dos operadores".

Num timing a 5 anos, o CEO da NOS antevê não uma revolução do setor, mas uma evolução, sustentada nas tendências que já são hoje visíveis, tanto em termos tecnológicos como de comportamento dos clientes das comunicações. Por isso, o grupo vai continuar a investir no que será mais relevante para continuar a ter uma "posição sólida e sustentável": na modernização das redes de acesso, fixa e móvel; na inovação em novos produtos e serviços; e na transformação interna da própria empresa, para se adaptar às novas tendências.

"Vamos manter o nível de investimento muito elevado, como fizemos neste ciclo que passou, para continuar a garantir que o crescimento se mantém. É essa a nossa ambição e compromisso", acrescenta. Num mercado com "duas grandes multinacionais, que têm a possibilidade de usufruir do desenvolvimento e da capacidade de gestão, tecnologias e sistemas de um grupo, e com uma empresa portuguesa", o gestor considera que a NOS tem a vantagem de decidir localmente. "Não implementamos o que alguém decide em Paris ou em Londres. Isso é mais adaptado. Acreditamos que a prazo, tendo a capacidade de investimento que temos, podemos responder melhor às necessidades do mercado português", conclui.



Programa

20:00
COCKTAIL BOAS-VINDAS
20:30
JANTAR
21:00
DEBATE COM MIGUEL ALMEIDA, CEO NOS
Miguel Almeida - Presidente da Comissão Executiva - NOS
22:30
ENCERRAMENTO

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