Evento APDC

04.07
Jantar-Debate



Patrocinador(es) Jantar-Debate

Chairman e CEO da PT foi o orador do 3º encontro

Digital Business Dinner - Paulo Neves

Telecomunicações, conteúdos e publicidade. São os três pilares da estratégia da Altice em todos os mercados onde opera. Incluindo Portugal, onde o grupo quer dar o salto em frente com a compra da Media Capital. Porque os conteúdos são fundamentais para a diferenciação da oferta, garante o Chairman e CEO da PT. Para Paulo Neves, o projeto é líder e rentável, graças ao investimento em infraestruturas, à aposta na inovação e à qualidade dos serviços. E a meta é a liderança absoluta em todas as áreas.

O Chairman e CEO da PT foi o orador convidado do mais recente Digital Business Dinner da APDC, num debate moderado por Filipe Alves, do Jornal Económico. Começando por responder à questão de como vê a PT nos próximos anos e de como o grupo se posicionará face aos concorrentes, foi claro: "vejo uma empresa no mercado convergente, em linha com o que é a estratégia da Altice. Um grupo que está em crescimento e que aponta para três pilares fundamentais de atividade: telecomunicações, conteúdos e a publicidade".

Estes pilares assentam no "desígnio principal de oferecer as melhores soluções aos segmentos onde atuamos", com a aposta no investimento, na inovação e na qualidade de serviço. "Foi o que dissemos há dois anos atrás e que estamos a fazer", acrescenta Paulo Neves.

O gestor detalhou a estratégia para cada uma das áreas.  Assumindo-se como um operador global, a PT disponibiliza nas telecomunicações não só uma oferta tradicional, mas todo um leque de serviços e soluções de TI que permitem nomeadamente a transformação digital das empresas, no que respeita à oferta empresarial.

Já os conteúdos são um "pilar em que o grupo Altice, onde nos inserimos, já demonstrou a sua capacidade". Paulo Neves cita os mais de 1500 jornalistas inseridos no grupo, os canais de televisão e jornais em França e a produção e conteúdos em Israel, como exemplos. A meta é ter uma "oferta de uma solução global e convergente que responda ao que o cliente precisa, quer o empresarial quer a residencial".

Em Portugal, a plataforma da PT já disponibiliza conteúdos do grupo de forma exclusiva e a proposta de compra da dona da TVI representa um salto em frente. "Temos a nossa estratégia, que é ter os conteúdos. Os outros terão a estratégia deles", comenta o gestor, referindo os comentários recentes da concorrência sobre o controlo de conteúdos por operadores ser uma aposta errada. "A nossa estratégia é ter um papel muito ativo nos conteúdos. Consideramos que é um elemento fundamental naquilo que é a diferenciação da oferta, de forma a conseguirmos ter uma solução global para o cliente", deixa claro.

Quanto à publicidade, área também muito relevante, foi reforçada recentemente com a aquisição pela Altice da Teads, uma das maiores multinacionais no setor da publicidade digital, Paulo Neves diz que "não é novidade em Portugal". O Sapo tem já uma posição de destaque neste segmento.

Comentando o anúncio da adoção da marca global Altice em todos os mercados onde opera, o líder da PT considera tratar-se de uma alteração normal. Mais do que uma mudança de marca, o que foi anunciado a 23 de maio é "aquilo que é o espirito de grupo e uma estratégia comum. É algo muito prestigiante", diz, adiantando que se trata da "estratégia correta". Esta é "uma evolução natural que tem que ser feita. E a equipa está a responder. Há mais dinâmica. Estamos de parabéns. É um privilégio estar no grupo e foi o melhor que poderia ter acontecido para o desenvolvimento da PT", acrescenta.

ANTECIPAR INVESTIMENTO E AGILIZAR GRUPO

No mercado como um todo, o líder da PT considera que Portugal tem das melhores ofertas na Europa, graças ao trabalho de todos os operadores, ao nível das infraestruturas, serviços e preços. "No nosso caso concreto, o investimento que estamos a fazer para cobrir o país com fibra é muito relevante. Não temos dúvidas que estamos a contribuir para que o país lidere nos mercados europeus. temos um mercado muito competitivo, com preços muito bons para o que estamos a oferece", garante.

E antecipa que o investimento da PT na fibra, para a cobertura de 5,3 milhões de casas até 2020, seja concretizado mais cedo que o previsto, fazendo ainda mais do que o grupo tinha prometido quando entrou na PT, há dois anos. "Alguns dos nossos concorrentes diziam que era impossível, que não iriamos fazer. Diria que tinham razão. Não fizemos aquilo que dissemos, fizemos mais", adianta, destacando ainda que também se está a investir no móvel, onde o objetivo é ter uma cobertura de 99%.

"Ser líder e ser rentável" já é uma realidade na PT. "Somos líderes em todas as áreas em que atuamos, exceto numa, a televisão. Ainda. De resto, somos líderes com distância. Na receita, ninguém põe isso em questão: é quase a soma dos dois concorrentes juntos. É inquestionável a liderança", considera Paulo Neves. O facto de o grupo ter passado a número um no segmento jovem "mostra claramente que estamos no caminho certo".

Sobre as notícias recentes das novas reestruturações, o gestor esclarece que a empresa está "num processo de agilização e de racionalização da estrutura", para continuar a "ser a melhor", ganhando capacidade de resposta. Não há despedimentos, mas realocações, uma vez que a PT se está a focar no seu core, transferindo para subsidiárias do grupo ou para parceiros um conjunto de pessoas nas áreas onde aquelas são melhores. 

Trata-se de "um processo que está a feito de forma perfeitamente natural e não é nada que já não tenha acontecido na PT. Já aconteceu variadíssimas vezes. É um processo de proteção das pessoas, de garantir que fazem o que melhor sabem fazer, inseridas em empresas com esse core". Esta é uma estratégia que não tem dúvidas que está a ter sucesso, no sentido de oferecer ao cliente uma solução global: a "preferência crescente dos nossos clientes demonstra isso mesmo".

Reiterando que a preocupação é com os trabalhadores no ativo, Paulo Neves refere ainda que "tudo aquilo que é compromisso, e temo-lo demonstrado, que foi assumido pela Altice, está a ser amplamente cumprido", respondendo à questão da responsabilidade para com os efetivos que estão em casa.
Destaca ainda o facto da PT se diferenciar na inovação, onde o grupo está a crescer, passando Portugal a ser o "centro nevrálgico". Depois da Altice Labs começou no mercado nacional, com 650 engenheiros a trabalhar, e já se estendeu aos mercados onde a Altice tem operações, sendo uma área gerida por um português, Alcino Lavrador.

Quanto ao regulador, Paulo Neves diz que a sua preocupação fundamental é a do aumento dos custos para os operadores, num setor já de si muito onerado. Há ainda outras decisões que contesta, como a descida imposta pelo regulador aos custos dos circuitos para as ilhas sobrados aos concorrentes. "O objetivo era dinamizar o mercado e premiar a concorrência, com o grande argumento que a esta não tinha condições para aceder às ilhas e os clientes seriam desfavorecidos. Diria que entre a atuação do regulador e aquilo que se faz e os efeitos, tudo deveria ser melhor analisado", conclui.

Programa

20:00
COCKTAIL BOAS-VINDAS
20:30
JANTAR
21:30
DEBATE COM PAULO NEVES - CHAIRMAN & CEO PT
Moderador: Filipe Alves - Jornal Económico
22:30
ENCERRAMENTO

Vai acontecer na APDC