Evento APDC

23.02
Jantar Reservado



SE da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior debate talento com TIC e Universidades

Fernanda Rollo em Jantar Reservado

O reforço da aproximação entre o setor empresarial e as instituições de ensino superior e o sistema cientifico e tecnológico nacional é imperativo. Só uma colaboração estreita, num verdadeiro trabalho em parceria, poderá garantir mais talento, mais inovação e, por essa via, mais crescimento e desenvolvimento. Há muitos bons exemplos, que é preciso agora intensificar, promovendo um verdadeiro ‘casamento’. E há vontade de ambos os lados de fazer muito mais, com ficou bem evidente num Digital Business Dinner reservado, onde a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, foi oradora convidada e estiveram presentes os presidentes das Associadas APDC.

“Temos uma oferta e uma procura para casar. Do lao do sistema cientifico e tecnológico nacional, há uma oferta muito boa, em alguns casos de nível internacional, quer na ciência que produz, quer nos graus académicos que são atribuídos ou nos cursos que são capazes de dar. E temos uma procura efetiva das pessoas e das empresas. A questão é como fazemos o match entre ambas”, como começou por referir Rogério Carapuça, Presidente da APDC.

Por isso, é necessário perceber “o que é que as empresas precisam que o nosso sistema de ciência e tecnologia lhes disponibilize, quais são os requisitos, os currículos dos cursos e como é que as instituições se devem relacionar com o setor empresaria”, explica, acrescentando que não se trata apenas de “formar pessoas, mas também produzir ciência para resolver casos concretos nas empresas, assim como ciência aplicada”. O objetivo deste encontro foi exatamente o de colocar ambas as partes a falar, “juntando interlocutores que classicamente têm tido sempre o problema de falta de diálogo, porque funcionam com constantes de tempo muito diferentes”.

Começando por destacar que esta iniciativa é encarada como “uma enorme oportunidade”, tanto pelo Executivo como pelo sistema nacional de ensino superior, a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, não tem dúvidas “da necessidade de colaboração para identificar alguns objetivos e para convergir mais, garantindo mais inovação, mais investimento, mais capacidade e uma maior dinâmica”.

Até porque o país se debate hoje com “desafios crónicos e estruturais e com desafios que resultam da conjuntura. Temos que pôr a trabalhar o sistema empresarial como o sistema de ensino superior e de ciência e tecnologia. Em Portugal, temos tido dificuldades em acertar o passo, mas temos muitos bons exemplos de colaboração e parceria que importa replicar”, acrescenta.

Para Fernanda Rollo, continua a existir “um problema de proximidade. Falta fazer o casamento e descobrir outras oportunidades”, até porque da parte das insatiuições de ensino superior tem havido um esforço muito grande nesse sentido e por parte das empresas há uma crescente consciência da necessidade da investigação e desenvolvimento e da formação de talento com as competências adequadas. “Temos capacidade instalada e temos competências. Precisamos é de juntar vontades e de ter um plano articulado.”, considera.

E a colaboração poderá passar pelas mais variadas áreas. Como antecipar as profissões do futuro, reforçar as competências digitais, onde é clara a escassez de recursos, desenhar iniciativa colaborativas, criar novas ofertas formativas mais adequadas ao mercado e ao contexto empresarial, promover o empreendedorismo e a criação de startups, combater o insucesso e abandono escolar ou criar campanhas de sensibilização para a importância das qualificações.

Há projetos a arrancar com experiências focadas em consórcios entre empresas e instituições de ensino superior. Sabemos que esse é o caminho”, destacou a governante, citando o caso dos laboratórios colaborativos, projeto que acaba de ser lançado para potenciar a ciência e inovação. “As empresas são um ator muito importante para que possamos estudar, inovar e ter capacidade de realizar. Estamos empenhados em lançar programas, mas tem que haver uma base de conhecimento. Já não podemos viver uns sem os outros. Precisamos de ir mais longe”, acrescenta.

Da parte das TIC, todos os responsáveis presentes manifestaram total disponibilidade a abertura para contribuir para o reforço desta aproximação.  A grande generalidade já tem projetos concretos de colaboração com instituições de ensino superior, sejam universidades ou politécnicos, tanto na área de I&D e da transferência de conhecimento, como de qualificações/formação, mas admitem que ainda muito a fazer. Nomeadamente na aproximação das PME, onde consideram ter capacidade de dar um contributo muito importante, tendo em conta as redes de parceiros nacionais que têm atualmente. Assim como em motivarem os mais jovens para as áreas mais tecnológicas, através da realização de iniciativas específicas e de campanhas de sensibilização.



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