Evento APDC

10.03
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No âmbito do Ciclo com os líderes das TIC

Jantar Debate Paulo Neves

A PT Portugal já tem uma oferta comercial grossista da sua fibra. Que está disponível para todos os operadores. Em paralelo, está a avançar com investimentos na rede. Depois do continente, vai avançar em abril para as ilhas. Quer liderar todas as áreas em que está e ser cada vez mais convergente e abrangente. O que passa por estar presente na cadeia de valor dos conteúdos, desde os direitos à distribuição e à produção". Paulo Neves garante que não há exclusividades e discriminações. Pelo menos nos conteúdos "considerados essenciais".
 

A PT Portugal está focada no investimento em redes, em manter-se como uma referência em termos de inovação e a liderar todas as áreas de mercado em que atua. Foram estas as metas destacadas por Paulo Neves na sua apresentação inicial no Jantar-Debate APDC em que foi orador convidado. Onde garantiu que as relações com os fornecedores já estão normalizadas, o centro de dados da Covilhã é para manter e desenvolver, e a Altice Labs é uma referência. Sem dar detalhes, anunciou a oferta comercial grossista da sua rede de fibra, disponível para os concorrentes. E o investimento em fibra nas ilhas. Quanto aos conteúdos, deixou claro que são parte integrante do negócio, pelo que o grupo que estar presente nos direitos, na distribuição e até na produção. E garante haver "uma ótica de não exclusividade e de não discriminação".

O CEO da PT Portugal admite o processo de reorganização e de reestruturação do operador desde que passou a ser controlado pelo grupo Altice, em meados do ano passado. Mas garante que este processo, ainda em curso e que visa tornar o projeto mais ágil e com maior capacidade de resposta ao mercado, não passa por despedimentos mas sim pela internalização de atividades. O outsourcing passou apenas a ser utilizado em algumas áreas. E está em curso a formação de trabalhadores por todo o país, no sentido de os preparar para os novos desafios.

O investimento no alargamento da cobertura de fibra foi outra das apostas em destaque. Segundo Paulo Neves, a PT deve se hoje o operador que mais investe. Tanto na rede móvel, onde já tem uma cobertura de 99,6%, como na rede fixa de fibra. Este último é um projeto que está a acelerar, no sentido de cobrir todo o país com redes de alta velocidade. Incluindo nos Açores e Madeira, onde a cobertura vai arrancar já em abril. "Esperamos no final deste ano termos uma cobertura adicional de 700 mil casas com fibra. Estamos a fazer mais do que dissemos", referiu neste encontro, que teve um período de debate, moderado por  Cátia Simões, do Diário Económico, e Pedro Oliveira, da Exame Informática.

E Paulo Neves avançou em primeira não a oferta comercial de fibra ao mercado a partir desta sexta-feira. "Não queremos a fibra só para nós", salientou, adiantando que esta oferta grossista está disponível para todos os operadores. "Espero que os nossos concorrentes, se estamos a falar de uma implementação mais rápida, que façam o mesmo", disse, deixando claro que esta decisão mostra que "o mercado funcionou e está a funcionar e não foi preciso intervenção do regulador".

Comentando os rumores que davam como certo o desinvestimento na PT Inovação, o gestor deixou bem claro que a capacidade de inovação da PT está no seu DNA. E vai continuar, já que o projeto, agora denominado Altice Lab, deu provas do seu valor e lidera agora a área de inovação do grupo Altice.

Mais do que um operador de comunicações, a PT é hoje um fornecedor de soluções chave na mão e convergentes. Por isso, no segmento empresarial, onde se posiciona como fornecedor integrador, está a investir em soluções conexas de comunicações, nomeadamente nas áreas de TI e IoT. Também no segmento residencial, onde foi o primeiro operador a fornecer soluções convergentes, quer ter cada vez mais serviços integrados.

Por isso, Paulo Neves defende que os "conteúdos são uma parte integrante do nosso negócio e queremos estar neles". "Queremos estar na cadeia de valor dos conteúdos. Na distribuição, nos direitos e até mais tarde na produção", numa alusão aos recentes contratos de exclusividade com os clubes de futebol, que disputou com a NOS. Considerando não se tratar de uma guerra, garante que todos os conteúdos de desporto considerados essenciais "não os queremos só para nós. Temos uma ótica de não exclusividade e de não discriminação", garante. Embora não defina o que considera ser essencial, até porque "não somos nós que fazemos essa definição do que é considerado conteúdo essencial".

Recusando que existe uma guerra entre operadores nos conteúdos, reitera que não há exclusividades. E explica que o Porto Canal (onde detém exclusividade e cortou o sinal à concorrente NOS) está disponível no mercado. Apenas não está numa plataforma mas "gostaríamos que estivesse. É um negócio. Se tenho os direitos e há uma proposta feita, espero ter uma resposta", refere Paulo Neves. E recusa que será o cliente a pagar o preço desta guerra entre operadores. "Quem compra alguma coisa, é para rentabilizar os conteúdos. Mas há muitas formas de o fazer".

O CEO da PT Portugal afasta ainda a ideia de pacotes low cost defendida pelo regulador, tendo em conta que há uma multiplicidade de pacotes disponíveis no mercado para todos os tipos de necessidades. E no segmento empresarial, garante que desde que a Altice controla o operador que não se perderam clientes. "Somos líderes em todas as áreas onde atuamos, exceto uma, onde fomos o challenger", avança.

Programa

20:00
Cocktail
20:30
Jantar
21:30
Boas Vindas
Rogério Carapuça - Presidente - APDC
21:35
Debate com Paulo Neves, CEO PT Portugal
Moderator : Cátia Simões - Diário Económico
Pedro Oliveira - Exame informática
Paulo Neves - CEO - PT Portugal
22:30
Encerramento

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