Evento APDC

01.10



No âmbito do Ciclo de 2014 com os líderes das TIC

Jantar-Debate Presidente CTT

Este encontro inseriu-se no Ciclo de Jantares-Debate 2014, que reúne os players dos grandes grupos de comunicações para analisar os desafios e oportunidades num mundo em profunda transformação. Começando por fazer um balanço dos dois anos à frente dos CTT, para onde entrou a 24 de agosto de 2012, Francisco de Lacerda destacou o desafio da digitalização do mundo, assim como a liberalização total do setor postal e o processo de privatização. Um processo que tem vindo a acontecer um pouco por toda a Europa, tendo-se alcançado em 2013 um recorde de IPO's no setor postal europeu em 2013. Para fazer frente a estes desafios, o grupo postal avançou com um Programa de Transformação, através do qual se apostou em medidas de eficiência e de melhoria interna. Este foi, segundo o Presidente e CEO dos CTT, "um processo que tinha que acontecer a uma velocidade acelerada, para preparar a privatização. E aconteceu".

Para o gestor, "foi possível construir uma história e vendê-la ao mercado", tendo a privatização sido concluída em setembro, "com grande sucesso". Captou-se capital para a operação a níveis nunca pensados, sendo hoje a empresa cotada em bolsa com maior free-float, com um capital disperso maioritariamente entre por investidores institucionais, detendo os individuais uma fatia do capital não vai além dos 10%. E cita os números do sucesso: uma capitalização bolsista de quase 1,2 mil milhões de euros, a criação de 354 milhões de euros de valor acionista depois do IPO e um encaixe para o Estado de 930 milhões de euros, mais do dobro do que se falava aquando da preparação da operação. O que prova que "se no nosso país, o capital não abunda, há maneiras de o levantar. A operação dos CTT demonstrou que é possível. Conseguimos mostrar as vantagens competitivas ao mercado".

Garantindo que atualmente a única limitação ao crescimento são os projetos que é capaz de desenvolver, uma vez que os CTT não tem falta de capital, o presidente do grupo adianta que a estratégia definida há dois anos se mantém, com as necessárias ‘afinações'. A "trabalhar seriamente em todas as oportunidades de negócio do mundo digital", os CTT vêm o negócio das encomendas como um caminho natural, já que permite trabalhar em cima de uma das suas vantagens competitivas: rede postal.  Para além de se quererem posicionar como "ator poderoso nas encomendas", os CTT querem ainda rentabilizar a rede de lojas através do reforço das atividades nos serviços financeiros postais e em áreas como os espaços do cidadão, garantindo mais fontes de receitas.

Para Francisco de Lacerda, a "proximidade às populações é uma vantagem competitiva que temos. Estamos apenas a mudar a forma como servimos as populações", capturando todo o potencial da digitalização. Este "é um dos grandes desafios do grupo e representa uma reinvenção permanente".

Já na fase de debate, moderada por António Costa, Diretor do Diário Económico, o CEO dos CTT referiu-se ao desafio de liderar uma empresa como os CTT e prepará-la para a privatização como um "desafio muito interessante. O nosso mandato teve como objetivo maximizar o valor da empresa e o encaixe para o erário público, o que determinou as opções". Introduziram-se novos produtos, reforçaram-se linhas de negócios, travou-se a queda de receitas do negócio postal e atuou-se sobre as receitas. Quando à prestação do serviço universal postal, referiu que isso confere aos CTT uma "responsabilidade acrescida". E garantiu que "não há tensão especial com o regulador no âmbito do serviço postal universal. Cada um faz o seu papel. E a boa regulação nunca fez mal".

Sem grandes necessidades de investimento, dado o  nível de investimentos nos últimos anos e o facto das novas áreas de aposta não requererem grandes verbas, Francisco de Lacerda considerou que os CTT têm  "muita liquidez própria e nenhum passivo. E uma situação financeira muito desafogada" , razão pela qual conseguem garantir dividendos aos acionistas.

Quanto ao projeto do banco postal, não adiantou pormenores. "Se vamos ou não vamos ter banco é uma decisão que ainda não está tomada. Será tomada em devido tempo no último trimestre deste ano. E se vier a ser tomada a decisão de avançar, o banco postal será um banco especial no que faz", destacou, referindo-se ao facto dos CTT terem uma rede própria alargada e uma marca de confiança, o que reduz substancialmente os níveis de investimento no projeto. Já no que respeita ao reforço da internacionalização, não existem projetos para já, para além da operação de correio expresso que detêm em Espanha e a operação de Cabo Verde.

Uma área onde estão a desinvestir é na operação móvel virtual do Phone-ix. "O MVNO dos CTT não levantou voo. Os números conseguidos nunca foram muito elevados em termos de penetração. E a experiência mostra que em Portugal, por alguma razão, os MVNO's não têm tido muito sucesso. Por isso, não é uma área que estejamos a apostar", referiu.
 
 

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