Evento APDC

27.03



International Forum APDC/LCF

Ver a crise como oportunidade

A uma semana da reunião do G20, um conjunto de responsáveis nacionais e internacionais encontraram-se na capital portuguesa para debater as possíveis saídas para a crise económica e financeira que actualmente afecta os mercados mundiais. Especialmente a Europa. Do encontro, promovido pelo Lisbon Civic Forum e pela APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, saiu uma mensagem de confiança e de esperança no futuro.
Sob o mote "From Bust to Boom: New Chances for the Lisbon Strategy - The crisis as an unique window of opportunity",académicos, economistas, físicos, especialistas, sociólogos, investigadores e financeiros reuniram-se na Fundação Calouste Gulbenkian durante todo o dia 26. Cada um com uma visão muito particular das causas e das possíveis soluções para a grave situação em que se encontra a economia global. Mas todos coincidem num ponto: de nada vale tomar medidas só para reparar os erros do passado. O que interessa agora é preparar o futuro, adoptando estratégias que vão muito além das meras reparações dos erros do passado.
De acordo estão igualmente todos na certeza que a crise financeira e económica sem precedentes que vivemos, que começou localmente e se estendeu rapidamente a todo o mundo, com o fenómeno da globalização, será ultrapassada. Mas é fundamental saber como. Seja qual for a abordagem escolhida, uma coisa é certa: terá de ser de uma forma criativa e inovadora, fruto de uma estratégia abrangente, sustentável e de longo prazo. E que permita que não se voltem a cometer os erros do passado.
Uma crise, qualquer que ela seja, constitui um terreno fértil para um novo começo. É uma oportunidade única para o progresso e para o desenvolvimento, tanto económico como social. "É em tempos de crise que tudo pode ser repensado", defendeu Diogo Vasconcelos, presidente da APDC e anfitrião do encontro, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian. Defende que, ao invés dos estados se fixarem apenas no passado, devem olhar para o futuro, usando os recursos escassos para crescer em novas industria e serviços que serão decisivos para a viragem, quando ela chegar. Com uma aposta na inovação, não apenas nos negócios, mas em todos os sectores e áreas, como as comunidades e os serviços públicos.
Se as origens da crise podem ser encontradas nas mais diversas áreas, também as soluções podem ser muitas e vão desde a aposta na inovação até a promoção do empreendedorismo, passando pelo desenvolvimento de novas infra-estruturas, pela mobilização da criatividade, pelo investimento na inovação, pela recompensa da responsabilidade e pela solidariedade. Criar novos sectores de actividade, apostar na sustentabilidade incentivar, acelerar a evolução tecnológica, promover o uso racional dos recursos energéticos, identificar fragilidades e reconhecer potencialidades e remover a barreiras ao crescimento podem igualmente contribuir para o ultrapassar da crise.
Tem que se fazer uma reflexão profunda sobre o papel do Estado na economia, a actividade regulatória, os mecanismos financeiros, o modelo educacional, o mercado laboral, o papel do empreendedorismo. Todos são aspectos determinantes para o futuro social e económico do planeta. E numa Europa que a crise atingiu de forma particularmente dura, a questão coloca-se ainda de uma forma mais intensa. Terá de se encontrar a forma mais inteligente de ultrapassar a crise e preparar o mercado comunitário para ser fortemente competitivo à escala global. Para isso, a concertação entre poderes públicos e privados e a adopção de medidas globais será determinante para que se consiga vencer este desafio.

 

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