Amazon vê vendas online dispararem graças à pandemia

2020-08-04 A gigante mundial de comércio eletrónico superou todas as previsões nos resultados do 2º trimestre do ano, mostrando um crescimento anual de dois dígitos, graças ao aumento das vendas online provocado pela pandemia. No total, alcançou receitas de 88,91 mil milhões de dólares

A Amazon, tal como outros retalhistas, foi apanhada de surpresa pelo disparar das compras online durante a pandemia, o que lhe provocou muitos constrangimentos logísticos e problemas na cadeia de fornecimentos.  Só as vendas de supermercado online triplicaram em termos anuais no segundo trimestre, tendo que aumentar a capacidade de entrega em mais de 160%.

"Este foi outro trimestre pouco comum e não poderia estar mais orgulhoso e agradecido aos nossos funcionários em todo o mundo", referiu o CEO da Amazon, Jeff Bezos, em comunicado.

A empresa conseguiu garantir capacidade adicional nos seus centros de atendimento, para absorver a procura, reforçando a sua capacidade para níveis que não consideravam necessários pelo menos até 2021. Mas a procura continua a disparar e no caso dos subscritores do Prime, compram com mais frequência e mais produtos a cada pedido.

Por isso, a Amazon está focada em criar mais espaço em seus centros de atendimento, ao mesmo tempo que se prepara para entrar na temporada alta, com a época de natal, a partir de novembro. Para o terceiro trimestre, a Amazon antecipa que as vendas líquidas fiquem entre 87 mil milhões e 93 mil milhões de dólares, o que representará um crescimento anual entre 24% e 33%.

A unidade de cloud da Amazon, a Amazon Web Services, registou no 2º trimestre receitas de 10,81 mil milhões de dólares, mais 29% em termos homólogos, embora com uma desaceleração do crescimento face aos 33%do 1º trimestre.  Os serviços cloud foram cruciais para as organizações durante o confinamento, com a generalidade dos trabalhadores a trabalharem remotamente. No entanto, perante a crise económica global, as empresas estão a cortar custos, pelo que fornecedores de cloud como a Amazon, Microsoft e Google estão a ver as receitas a desacelerarem.

Já nos outros serviços, onde o negócio da publicidade está em destaque, a Amazon conseguiu receitas de 4,22 mil milhões de dólares, com um aumento homologo de 41%. Os serviços de subscrição, que incluem as receitas dos membros do Prime, subiram 29%, para 6,02 mil milhões. As vendas de terceiros registaram um crescimento anual de 52%, ultrapassando mesmo as próprias vendas da Amazon, que que subiram 48%.
 





Em análise estão ainda as práticas de publicidade da gigante


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