BT corta quatro mil postos de trabalho

2017-05-11 A BT anunciou um corte de quatro mil postos de trabalho, a redução do pacote de remuneração anual do CEO, Gavin Patterson, e uma alteração em baixa das perspetivas financeiras. A fraqueza da procura no setor público no mercado doméstico e dos mercados corporativos internacionais explicam este movimento.

Além da redução do pacote de remuneração do CEO, que passa de 5,3 milhões de lbras de 2016 para 1,3 milhões (1,54 milhões de euros), o grupo de comunicações cortou ainda os pagamentos anuais a outros cargos de liderança. E substituiu o CEO da Global Services, em dificuldades crescentes.

“Tem sido um ano desafiante para a BT. Temos enfrentado ventos contrários no setor público do Reino Unido e nos mercados corporativos internacionais e devemos aprender com o que encontrámos em nosso negócio em Itália. A Openreach também foi multada pela Ofcom,  depois da investigação sobre as práticas históricas de Deemed Consent terem revelado que ficou aquém dos standards que queríamos”, refere o CEO numa declaração na apresentação dos resultados do seu quarto trimestre fiscal, que terminou em março, e da apresentação dos resultados anuais.

Assim, a BT vai reestruturar a Global Services, a Group Functions e a Technology, Services and Operations (TSO), num plano que gerará quatro mil postos de trabalho redundantes nos próximos dois anos. No total, gerará poupanças de 300 milhões de libras e custos de reestruturação do mesmo valor.

A Global Services debate-se com dificuldades, na sequência da redução dos gastos corporativos, particularmente nas Américas. Passará agora por mudanças radicais, mudando o foco da prestação de serviços, passando para a cloud e já não sobre a sua própria infraestrutura.

“Com as tendências tecnológicas, estamos menos dependentes dos ativos físicos de rede local em todo o mundo. Criam oportunidades para reposicionar a Global Services como um negócio digital mais focado", diz Patterson. A reestruturação ocorrerá já soba a liderança do novo CEO da Global Services.

As dificuldades desta subsidiária levaram a BT a cortar suas perspetivas financeiras para o ano fiscal de 2017/2018, no mesmo dia em que anunciou os resultados do seu quarto trimestre fiscal e para o total do ano fiscal. No trimestre, as receitas cresceram 10% em termos homólogos, para 6,2 mil milhões de libras. No total do ano, aumentaram 27%, para 24,06 mil milhões de libras, graças à subsidiária EE e aos ganhos cambiais.

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