CE propõe 1º pacote digital com 9,2 mil milhões de euros

2018-06-06 A Comissão Europeia acaba de propor a criação do primeiro programa ‘Europa Digital’ de sempre, que deverá envolver um investimento de 9,2 mil milhões de euros. O objetivo é que o próximo orçamento comunitário a longo prazo, para 2021-2027, possa dar resposta aos crescentes desafios do digital. Supercomputadores, inteligência artificial, cibersegurança, competências digitais e utilização generalizada das tecnologias digitais são as áreas de intervenção.

Se com a estratégia para o mercado único digital foi criado um quadro regulamentar adaptado à era digital, Bruxelas defende que terá que ser acompanhada por financiamentos e investimentos ambiciosos, através do programa ‘Europa Digital’. Só assim se poderá promover a competitividade da UE a nível internacional e desenvolver e reforçar as capacidades digitais estratégicas da Europa. Nomeadamente a computação de alto desempenho, inteligência artificial, cibersegurança e competências digitais avançadas, assim como ações destinadas a garantir a sua ampla utilização e acessibilidade em todos os setores da economia e da sociedade, e pelas empresas e setor público.

Assim, a proposta centra-se em cinco domínios. Para os supercomputadores, está previsto um montante de 2,7 mil milhões de euros para financiar projetos destinados a desenvolver e reforçar a supercomputação e o tratamento de dados na Europa. Esta é uma área fundamental para o desenvolvimento de inúmeros domínios, como cuidados de saúde, energias renováveis, segurança dos veículos e cibersegurança. Este financiamento garantirá uma utilização mais eficaz e mais generalizada da supercomputação, tanto a nível público como privado, incluindo as PME.

Já na Inteligência artificial (IA), está previsto um montante de 2,5 mil milhões de euros para promover a difusão da IA no conjunto da economia e da sociedade. O valor baseia-se n iniciativa europeia de IA apresentada em 25 de abril. O objetivo consiste em estimular os investimentos, para tirar o máximo partido da IA, tendo em conta as evoluções socioeconómicas por ela suscitadas e garantir a existência de um quadro ético e jurídico adequado.

Na cibersegurança e confiança, serão investidos 2 mil milhões de euros em medidas de proteção da economia digital, da sociedade e das democracias da UE, através da promoção da ciberdefesa e da indústria da cibersegurança, do financiamento de equipamentos e infraestruturas de ponta no setor da cibersegurança, bem como do apoio ao desenvolvimento das competências e conhecimentos necessários. A proposta tem por base um vasto pacote de medidas, apresentado em setembro de 2017, e as primeiras medidas legislativas que entraram em vigor em maio de 2018.

Nas competências digitais, serão investidos 700 milhões de euros, Pretende-se garantir que a mão de obra atual e futura tenha a oportunidade de adquirir facilmente competências digitais avançadas graças a ações de formação, a curto e longo prazo, e a estágios em contexto laboral, independentemente do Estado-Membro de residência. Os polos de inovação digital vão desenvolver programas específicos para ajudar PME e AP a dotarem o seu pessoal das competências avançadas necessárias para poderem ter acesso às novas oportunidades proporcionadas pela supercomputação, a inteligência artificial e a cibersegurança.

Por fim, e para garantir a utilização generalizada das tecnologias digitais em todos os setores da economia e da sociedade, serão investidos 1,3 mil milhões de euros. O objetivo é garantir a transformação digital da AP e a sua interoperabilidade à escala da UE, bem como para facilitar o acesso de todas as empresas às tecnologias e conhecimentos pertinentes.

“O mercado único digital proporciona o quadro jurídico que permite às pessoas e às empresas tirarem pleno partido da transformação digital. O nosso objetivo tem sido fazer com que o orçamento da UE seja adaptado aos desafios do futuro: a transformação digital é tida em conta em todas as propostas, dos transportes, da energia e da agricultura aos cuidados de saúde e à cultura. Para reforçar esta ação, propomos mais investimentos nos domínios da inteligência artificial, da supercomputação, da cibersegurança, das competências digitais e da administração pública online– todos identificados pelos dirigentes europeus como setores-chave para a futura competitividade da EU”, diz Andrus Ansip, Vice-Presidente responsável pelo Mercado Único Digital.

“A criação do primeiro programa digital pan-europeu constitui uma etapa decisiva para reforçar a posição de liderança da Europa no cenário mundial, tendo em vista uma transformação digital bem-sucedida. Vamos investir na criação de capacidades digitais essenciais a nível estratégico, e, como sempre em todas as nossas iniciativas no setor digital, os cidadãos europeus estarão no cerne deste programa. Um dos seus principais pilares consiste em investir nos nossos cidadãos, para que possam adquirir as competências digitais avançadas de que necessitam para acederem às mais recentes tecnologias digitais e as utilizarem”, acrescenta Mariya Gabriel, Comissária da Economia e Sociedade Digitais.

A CE defende ser essencial alcançar um acordo rápido sobre o orçamento geral da UE a longo prazo e as suas propostas setoriais, de modo a garantir que os fundos da UE comecem a produzir resultados concretos o mais rapidamente possível. Acrescenta ainda que dada a urgência da situação e a magnitude dos investimentos necessários, existem razões de peso para justificar uma intervenção conjunta da UE tendo em vista o financiamento e a coordenação das ações a uma escala que permita dar resposta aos desafios da transformação digital.  E adverte que se o défice de investimento não for rapidamente colmatado, a capacidade de inovação da UE e a sua competitividade industrial poderão ser gravemente afetadas.
 

2018-10-18 | Atualidade Nacional

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