CE propõe 10 novas ações nas relações com a China

2019-03-15 A Comissão Europeia aprovou esta semana 10 ações concretas para a Europa responder ao protagonismo crescente da China em termos económicos e políticos.  Entre elas está a adoção de uma abordagem comum na Europa à segurança das redes 5G. A proposta será analisada no Conselho Europeu de 21 de março, sendo considerada uma abordagem mais realista, assertiva e multifacetada face à alteração de equilíbrios dos desafios e oportunidades que, entretanto, se deu.

Assim, reconhecendo que a China e um parceiro estratégico da União Europeia, a CE considera que é também um “rival económico na corrida para a liderança tecnológica e um adversário sistémico que promove modelos alternativos de governação”.

“A UE e a China são parceiros económicos estratégicos, bem como concorrentes. A nossa relação económica pode ser extremamente benéfica para ambas as partes se a concorrência for justa e as relações comerciais e de investimento forem recíprocas. Apresentamos nesta comunicação propostas concretas sobre o modo como a UE pode agir para reforçar a sua competitividade, garantir mais reciprocidade e condições de concorrência equitativas e proteger a sua economia de mercado de eventuais distorções”, refere o vice-presidenteda CE,  Jyrki Katainen, responsável pelo Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, em comunicado.

A comunicação conjunta da Comissão propõe assim 10 pontos de ação para debate, “formuladas no contexto das relações com a China, mas algumas delas também incidem sobre a competitividade e a segurança da UE em termos mais globais”. O objetivo é, com base em princípios e interesses claramente definidos, aprofundar a relação para promover interesses comuns a nível mundial, perseguir com firmeza um maior equilíbrio e reciprocidade ao nível das condições que regem a relação económica entre as duas partes e permitir a adaptação da UE “às realidades económicas em mutação e reforçar as suas políticas internas e base industrial para poder salvaguardar a longo prazo a prosperidade, os valores e o modelo social em que assenta”.

Entre as medidas, destaca-se a adoção de uma abordagem comum da UE em relação à segurança das redes 5G, para “prevenir potenciais implicações sérias de segurança em matéria de infraestruturas digitais críticas”. Nesse sentido, a CE deverá publicar uma recomendação. Esta proposta é encarada como uma tomada de posição face aos receios em torno da multiplicação de parcerias de grupos europeus com fabricantes chinesas como a Huawei e a ZTE no 5G, que estão a gerir crescentes crítica.

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