CE quer cooperar com tecnológicas nas apps de rastreamento

2020-05-26 A Comissão Europeia quer que as aplicações de rastreamento do COVID-29 funcionem em vários dispositivos e em qualquer local da Europa já neste verão. Nesse sentido, quer cooperar com tecnológicas como a Apple ou Google. A garantia foi dada pela vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, em entrevista à agência Lusa.

"O que estamos a tentar estabelecer é uma abordagem europeia para que as aplicações de rastreamento do vírus possam funcionar mesmo com diferentes tipos de sistemas operativos ou diferentes telemóveis e também além-fronteiras, mesmo que estas ferramentas sejam lançadas por autoridades de saúde",  refere Margrethe Vestager. Que destaca ser "importante trabalhar com as gigantes tecnológicas porque elas têm de abrir os seus interfaces de programação [...] para estas aplicações móveis poderem funcionar tanto num sistema operativo Android da Google como o iOS da Apple".

Defendendo que o mais importante, independentemente das aplicações móveis serem lançadas por autoridades de saúde ou por outras entidades,  é a transparência, nomeadamente para monitorizar se a app não está a funcionar como diz que funciona ou se existem riscos na proteção dos dados pessoais, Margrethe Vestager diz que "as pessoas têm de conseguir confiar na tecnologia", até porque estas app são voluntárias. Trata-se de uma matéria "sensível porque diz respeito à saúde".

Com o processo de desconfinamento gradual por toda a Europa, Bruxelas destaca o papel que as aplicações móveis de rastreamento de contactos podem ter no levantamento das restrições, por poderem "alertar pessoas que possam ter estado expostas ao vírus, para que os cidadãos possam ser avisados de uma potencial infeção pelo novo coronavírus também quando viajam na UE". E já definiu regras: têm de respeitar as regras comunitárias para proteção dos dados, devendo ser "voluntárias, transparentes e temporárias" e basear-se na tecnologia Bluetooth, que é mais segura do que os serviços de geolocalização.

Questionada sobre como será o próximo verão, Margrethe Vestager antecipou que esta "não será uma temporada igual a qualquer outra", embora considere que "há espaço para desenvolver algum tipo de turismo" na Europa.
"Quando os países abrirem as suas fronteiras - por considerarem que o podem fazer de forma responsável a nível sanitário - e aplicarem as diferentes medidas de distanciamento social e de saúde, por exemplo recorrendo às máscaras nos casos em que o afastamento físico não é possível, então torna-se seguro viajar", adiantou.


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