Confiança é fator crítico de competitividade nas organizações

2019-05-20 O nível de quebras de confiança é cada vez maior e mais visível para todos, tornando este um tema inevitável nas organizações. Para serem realmente competitivas, precisam considerar a a confiança como uma componente crítica da sua estratégia de negócio, sob pena de perderem um elevado valor de receitas. A conclusão é do mais recente Accenture Competitive Agility Index.

De acordo com este índice, que analisa mais de 7 mil empresas em 20 setores, cerca de 54% das empresas abrangidas sofreram uma grande queda no grau de confiança, no equivalente à perda de 180 biliões de dólares de potenciais receitas.

Para Pedro Galhardas, Managing Director responsável pela Accenture Strategy em Portugal, a confiança já não pode ser levada de forma leviana nas organizações. “Atualmente podemos quantificar o impacto da confiança, especialmente o impacto da perda desta na receita das empresas e no crescimento do EBITDA. Desde recolhas de produto e violações de dados ou erros da equipa executiva, as quebras de confiança representam um risco cada vez maior para a saúde financeira das empresas. Os líderes atuais devem cumprir as promessas da sua empresa de forma a limitar o impacto duradouro que um grande incidente de confiança pode ter sobre a sua competitividade”, refere.

Analisando as várias dimensões interdependentes, como crescimento, rentabilidade, sustentabilidade e confiança, o estudo da Accenture Strategy conclui que quando uma organização enfrenta uma diminuição substancial de confiança entre os seus stakeholders chave – clientes, investidores, colaboradores, fornecedores, analistas e media – o resultado é uma quebra de dois valores, em média, na sua pontuação do índice. Um valor a menos no índice equivale, em média, a um impacto negativo de 3% no crescimento da receita e de 5% no EBITDA, em todos os setores.

Quando ocorre uma perda de confiança, as empresas sofrem, geralmente, uma queda no crescimento da receita e do EBITDA. O impacto varia consoante de setor para setor. E a Accenture aposta exemplos. É o caso de uma empresa B2C, que promoveu um evento orientado para a sustentabilidade que não resultou bem, perdendo a confiança dos seus stakeholders. A publicidade viral negativa fez com que pontuação de confiança caísse 9% em apenas um trimestre e a pontuação no Índice de Agilidade Competitiva anual caiu 1,4%. As receitas diminuíram 400 milhões de dólares, enquanto
o EBITDA diminuiu em 200 milhões de dólares.

No entanto, apesar dos esforços das organizações, é impossível prevenir totalmente incidentes de quebra de confiança. Mas as empresas podem preparar-se através de uma estratégia que equilibre crescimento, rentabilidade, sustentabilidade e confiança. Ao fazê-lo, vão poder mitigar o número de incidentes. Se efetivamente ocorrer, a estratégia equilibrada vai ajudar a diminuir o impacto.

A Accenture dá a receita para prevenir estes casos. A começar por avaliar a situação atual, uma vez que a única forma de saber em que estágio a organização se encontra é medir o grau de confiança, trazendo dados concretos para a discussão. Depois, há que tornar a confiança parte da cultura organizacional, tendo a equipa de liderança que abraçar a confiança como um elemento principal da estratégia de negócio e toda a organização estar alinhada com esta prática.

Elevar o papel da confiança na estratégia global é o passo seguinte, uma vez que a médio e longo prazo, as empresas precisam de criar confiança em todos os stakeholders para alcançar um crescimento robusto. Por fim, há que ter sempre em conta que a confiança faz parte de uma estratégia interdependente que influencia significativamente os resultados finais e a competitividade.
 

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