Ericsson: um quinto do tráfego global será 5G em 2023

2018-06-12 Em 2023, mais de 20% do tráfego de dados móveis mundial será gerado através de redes 5G. Nesse ano, haverá mil milhões de subscritores desta tecnologia, o equivalente a 12% dos clientes móveis totais. As previsões são do mais recente Mobility Report da Ericsson, que antecipa que os dispositivos IoT vão disparar, quintuplicando no espaço de cinco anos, à medida que as redes 5G vão sendo instaladas.

O número de dispositivos inteligentes IoT vai crescer dos atuais 700 milhões para 3,5 mil milhões em 2023, o que representa um duplicar das anteriores estimativas da fabricante, anunciadas em novembro.
Segundo a Ericsson, o mercado está no inicio de uma enorme mudança. No final deste ano ou no inicio de 2019 deverão ser lançadas as primeiras ofertas comerciais de redes 5G em grandes mercados como América do Norte, Coreia do Sul, Japão e China. A região Ásia-Pacífico será um dos percursores, prevendo-se que tenha em 2023 metade dos subscritores móveis 5G mundiais. A China, por exemplo, deverá avançar com um dos testes de campo mais elaborados, já no início de 2019, emparceria com a Intel.

Dez vezes mais rápido que o 4G, o 5G será uma plataforma muito mais fiável para as novas tecnologias. O que encorajará a sua utilização em áreas como monitores de saúde ou sensores de poluição, que usam as redes móveis para transmitir dados, assim como a realidade aumentada e outras tecnologias que precisam de grandes velocidades de dados. Casos de uso nas indústrias automóvel, produção, utilities e saúde vão permitir que o 5G alcance mil milhões de utilizadores já em 2023. 20% da população mundial terá acesso à nova tecnologia. O Mobility Report adianta ainda que as redes 5G serão desenvolvidas inicialmente em densas, em 2023, o tráfego móvel terá crescido oito vezes, para 110 exabytes por mês.

Os números da fabricante apontam para que existam atualmente 5 mil milhões de subscritores de banda larga móvel em todo o mundo. De uma cobertura de LTE de 55% em 2016, vai atingir-se em 2023 os 85%.  Haverá 9,1 mil milhões de subscritores móveis no final de 2023, alcançando as subscrições de banda larga móvel os 8,5 mil milhões, ou seja, cerca de 95% das subscrições totais. O número de subscritores únicos será nessa data de 6,2 mil milhões.

A banda larga móvel vai complementar a banda larga fixa em alguns segmentos e será o meio dominante de acesso noutros, adianta o relatório. Assim, a tecnologia de voz sobre LTE ((VoLTE), já desenvolvida em 125 redes de 60 países em todo o mundo, terá dentro de cinco anos 5,5 mil milhões de subscrições.
 

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