Europa perderia 40 mil milhões de euros com restrições à Huawei no 5G

2020-07-28 Os possíveis atrasos no desenvolvimento do 5G, em consequência da exclusão da Huawei do processo de e desenvolvimento, poderá impactar negativamente o PIB da Europa em cerca de 40 mil milhões de euros até 2035. Em Portugal, as perdas anuais estimadas serão de 63 milhões de euros, levando a uma redução do PIB nacional até 2035 de 500 milhões de euros. A conclusão é de um estudo da agência de research Oxford Economics, encomendado pela fabricante chinesa.

Denominado "Restricting Competition in 5G Network Equipment throughout Europe", este trabalho analisa os custos de uma eventual exclusão da Huawei do desenvolvimento das redes europeias de 5G e conclui-se os impactos negativos podem ascender a três mil milhões de euros anualmente. O que representará um aumento de 19% do custo anual associado aos investimentos de implementação das redes.

O estudo surge numa altura em que crescem as pressões sobre a Huawei e aumentam as tensões entre os Estados Unidos e a China. Depois do Reino Unido ter recuado na sua decisão de permitir a entrada da marca chinesa nas redes 5G, com limites, determinando que não poderá participar de todo no processo e que os operadores terão de retirar todo o equipamento entretanto instalado, há vários países europeus a tomar decisões. Bruxelas ainda não tomou uma posição comum sobre o tema. Depois dos Estados Unidos, também a Austriália baniu a Huawei das suas redes.

O trabalho mostra ainda que um atraso na implementação do 5G potenciará uma desaceleração da inovação tecnológica e uma redução no crescimento económico. Assim, mostra-se que o Produto Interno Bruto português poderá sofrer, em 2035, um impacto negativo de 500 milhões de euros, alcançando em França os 7,3 mil milhões de euros.

Os investigadores referem que a infraestrutura digital desempenha um papel cada vez mais essencial para alavancar a economia, especialmente durante esta fase de necessária recuperação económica pós-pandemia. Assim, as velocidades de conexão mais rápidas, obtidas com redes 5G, e os potenciais novos recursos dessa tecnologia, são cruciais para aumentar os níveis de produtividade, que entraram em colapso face às consequências da pandemia. No auge da crise, as redes de telecomunicações mantiveram serviços vitais de saúde, educação e emergência online e deram continuidade ao funcionamento das empresas e conectaram amigos e familiares. Agora, a implementação do 5G pode estimular a recuperação económica a curto prazo.

O cenário de exclusão da Huawei é considerado "dramática para a Europa em termos de perdas económicas líquidas a longo prazo", até porque "a restrição da concorrência geralmente propicia um considerável aumento de preços", ao impedir um grande participante de competir na rede 5G. Por isso, o estudo diz que "limitar a concorrência resultaria em custos de investimento mais elevados, atrasando a implantação das redes. Um cenário de restrição resultaria num crescimento tecnológico e inovação mais lentos, menores rendimentos para as famílias e uma recuperação mais lenta da recessão" e "56 milhões de pessoas veriam adiado o acesso ao 5G até 2023".

O mercado da rede de infraestruturas do 5G é dominado por três players mundiais: as europeias Ericsson e Nokia e a chinesa Huawei. Foram analisados 31 países europeus analisados e no caso da União Europeia a 27, os custos poderão subir entre 1.168 milhões de euros e 3.564 milhões de euros com a exclusão da Huawei.

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