Eventos em direto e conteúdos on-demand são grandes tendências

2018-02-20 A maior apetência por eventos em direto e a maior predisposição para subscrição de serviços digitais por parte dos consumidores, aliadas ao domínio dos smartphones, que se vai manter, são algumas das tendências para 2018 e para os próximos anos. As previsões são da 17ª edição do estudo “Technology, Media & Telecommunications (TMT) Predictions”, da Deloitte.

Assim, antecipa-se que este ano as transmissões em direto sejam responsáveis por mais de 545 mil milhões de dólares de receitas diretas. Apesar dos consumidores terem a possibilidade de consumir conteúdos on demand, o consumo de conteúdos em direto está a aumentar.

Tal como a subscrição de conteúdos digitais, que atrai cada vez mais consumidores. Até final do ano, 50% da população adulta nos países desenvolvidos deverá ter duas subscrições digitais, um crescimento de 20% face ao ano anterior. Este valor duplicará até final de 2020, elevando para mais de 680 milhões o número de subscrições de serviços digitais. Entre os principais conteúdos subscritos estão séries, música e jogos online.

“Este aumento nas subscrições de conteúdos digitais de media está sobretudo relacionado com a maior capacidade de banda larga existente, a existência de mais dispositivos, com ecrãs cada vez maiores, e a facilidade de adesão aos serviços. Os consumidores querem acesso a conteúdos exclusivos, quando e onde lhes for mais conveniente. Por outro lado, querem também acompanhar em direto os eventos mais relevantes, para que possam partilhar opiniões e experiências em tempo real, nas redes sociais e noutros canais”, explica Sérgio do Monte Lee, Partner e Technology, Media & Telecom Leader da Deloitte.

Também a aquisição de smartphones vai continuar a aumentar de forma muito significativa. Em 2023, estima-se que sejam vendidos 5 milhões de smartphones por dia, o equivalente a 1,85 mil milhões de unidade por ano e a 650 mil milhões de dólares em vendas (350 dólares por dispositivo). Os utilizadores vão interagir mais com estes equipamentos, numa média de 65 vezes por dia, um aumento de 20% face a 2018.

O “TMT Predictions 2018” indica ainda que a utilização de rede móvel vai passar a ser cada vez mais universal. Um quinto dos norte americanos vai utilizá-la como único ponto de ligação à internet nos seus lares. Ainda assim, esta realidade vai variar entre países, sobretudo devido a fatores tecnológicos, económicos e demográficos. Em alguns países europeus este cenário irá aplicar-se a apenas 10% dos lares.

Em 2018, estima-se que mil milhões de viagens de avião (25% do total) tenham acesso a conectividade, um aumento de 20% face ao projetado em 2017. Este número representa um total de mil milhões de dólares em receitas. O estudo revela que 90% dos passageiros estão dispostos a trocar de lugar, para um pior, para ter acesso a conectividade. No mesmo sentido, apenas 20% prefere ter uma refeição do que ligação à internet, durante a sua viagem.

“O estudo prevê que cerca de metade dos inquiridos estão preocupados com a utilização excessiva do smartphone e, provavelmente, irão procurar limitar a sua utilização em 2018. A verdade é que estes dispositivos substituem atualmente várias ferramentas, como o relógio, o calendário, o gps, a rádio, a máquina fotográfica, entre outras, e por isso vemos com alguma naturalidade que haja uma maior utilização dos smartphones”, acrescenta Sérgio do Monte Lee.

Entre outras conclusões do estudo, está um ligeiro declínio no consumo de televisão tradicional entre a população mais jovem, dos 18 aos 24 anos, de 5 a 15% nos EUA, Canadá e Reino Unido, entre 2018 e 2019. Esta taxa é muito semelhante às dos últimos sete anos e não se está a agravar. Muitos dos fatores que afastaram os jovens da televisão tradicional, como os smartphones, redes sociais e videojogos, estão a atingir um ponto de saturação.

Haverá ainda um rápido crescimento do machine learning. Até final de 2018, as organizações deverão duplicar a utilização de tecnologia machine learning (aprendizagem automática), com o objetivo de tornar os processos mais ágeis, económicos e rápidos. O desenvolvimento de novos chips semicondutores, que permitirão que as aplicações utilizem menos energia e sejam mais rápidas, flexíveis e capazes, é uma das áreas que mais recorrerá a esta tecnologia.

E a realidade aumentada será quase uma realidade. Este ano, mais de mil milhões de utilizadores de smartphones vão criar conteúdos de realidade aumentada pelo menos uma vez. Cerca de 300 milhões vão fazê-lo mensalmente e dezenas de milhões semanalmente.

Antecipa-se ainda um crescimento dos #adlergic. Muito embora três quartos dos residentes norte-americanos recorram a, pelo menos, um tipo de bloqueios de anúncios, apenas 10% destes o faz de quatro ou mais formas – a designada população “adlergic”. Os consumidores mais jovens, com formação superior, emprego e rendimentos mais elevados, deverão tornar-se mais “adblokers”.

Nesta 17ª edição, o estudo anual “TMT Predictions” da Deloitte oferece uma visão das grandes tendências globais nas indústrias de tecnologia, media e telecomunicações, que irão marcar os próximos cinco anos.
 

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