Facebook apaga 583 milhões de perfis falsos no 1º trimestre

2018-05-16 Nos três primeiros três meses deste ano, o Facebook detetou e apagou 583 milhões de perfis falsos na rede social e 837 milhões de mensagem de spam que, na sua grande maioria, foram encontradas e sinalizadas antes de qualquer denúncia por parte dos utilizadores. Tomou ainda medidas contra 21 milhões de conteúdos com nudez de adultos e atividade sexual. A informação vem no primeiro Relatório de Execução de Padrões de Comunidade, que acaba de ser divulgado pela gigante tecnológica.

Que admite ainda que, apesar de ter excluído 583 milhões de perfis e páginas falsos, entre 3% e 4% das contas ativas são falsas. No Caso das medidas de moderação tomadas contra 21 milhões de conteúdos com nudez de adultos e atividade sexual, esclarece que 96% destas foram identificadas por ferramentas de inteligência artificial, sendo 3,4 milhões de publicações com violência explícita e 1,9 milhões de mensagens de propaganda terrorista.

Já em relação às publicações com discurso de ódio, só cerca de 38% do conteúdo foi sinalizado, num total de 2,5 milhões de publicações, através de novas ferramentas baseadas em inteligência artificial e usadas para encontrar e moderar conteúdo sem precisar que os utilizadores o denunciassem como suspeito.

Embora os números sejam demonstrativos de uma melhoria da capacidade da rede social de Mark Zuckeberg na eliminação de conteúdos impróprios, a gigante tecnológica admite que ainda tem muito trabalho pela frente. Este primeiro relatório, de 86 páginas, vem responder às crescentes pressões sobre a gigante, sobretudo depois do escândalo da Cambridge Analytica, para as suas falhas na remissão de discursos de violência, ódio e nudez. Governos, ativistas e académicos têm vindo a pressionar para que a rede social revele o que está a fazer em concreto no combate a este tipo de comportamentos.

Guy Rosen, vice-presidente de gestão de produto do Facebook, já veio dizer que a companhia aumentou substancialmente os seus esforços nos últimos 18 meses para combater e remover conteúdos inapropriados. Este primeiro relatório pretende ajudar as equipas a perceber o que está a acontecer na rede social e prevê-se que se continuam a publicar relatórios sobre a remoção de conteúdos, pelo menos semestralmente.

Ainda assim, os números publicados são limitados. O Facebook escusou-se nomeadamente a dar exemplos de posts de violência ou de discursos de ódio que foram removidos. Mas adiantou que retirou mais posts no primeiro trimestre do ano do que durante o último trimestre de 2017embora não tenha dado dados específicos dos anos anteriores.

Um dos destaques vai para a utilização da AI. No relatório, 99,5% dos conteúdos terroristas da rede social foram encontrados através destas ferramentas, levando à remoção de cerca de 1,9 milhões conteúdos. E detetou 95,8% dos posts de nudez, tendo sido retirados 21 milhões de posts. Mas o Facebook ainda usa os moderadores humanos para identificar discursos de ódio, uma vez que os programas automatizados têm dificuldades em interpretar o contexto e a cultura. Por isso, só 28% deste tipo de discursos, ou seja, 2,5 milhões de posts, foram identificados por AI.
 

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