Google alia-se ao Pentágono na inteligência artificial

2018-04-05 A Gogole aliou-se ao Pentágono para desenvolver inteligência artificial para as forças armadas americanas. O objetivo é melhorar a eficácia dos ataques com drones. Mais de três mil trabalhadores da gigante tecnologia contestam este envolvimento da empresa no “negócio da guerra”, depois desta ter anunciado a sua entrada para um programa piloto denominado Projeto Maven.

“Achamos que a Google não deve estar no negócio da guerra. Por isso pedimos que o projeto Maven seja cancelado”, dizem os trabalhadores numa carta enviada ao diretor executivo da gigante, Sundar Pichai, que foi assinada por 3100 pessoas, das mais de 70 mil que trabalham no grupo, indica o New York times.

O objetivo do projeto será o desenvolvimento de inteligência artificial para interpretação de imagens em vídeo dos drones do departamento de Defesa norte-americano. Na carta, os trabalhadores referem que a Google deverá defender “uma política clara que afirme que nem a Google nem os seus contratados irão construir tecnologia de guerra”. Argumentam que o Maven entra em conflito com a cultura empresarial do grupo, que defende uma abordagem mais pacifista.

Em comunicado, a Google esclareceu que a tecnologia não vai ser usada para “operar ou fazer voar drones”, nem para fazer disparar armas ou ser usada sem supervisão humana. Vai sim ser usada para “identificar imagens para revisão humana foi feita para salvar vidas e impedir que alguém tenha que desempenhar trabalho entediante”. Por isso, o projeto Maven é não ofensivo, ainda que a tecnologia de deteção por vídeo do Pentágono seja usada para operações de contraterrorismo.
A Google refere ainda que “qualquer uso militar de inteligência artificial levanta preocupações válidas” e que vai estar a “promover ativamente uma discussão deste tópico”.

O programa-piloto do projeto Maven arrancou no ano passado, visando acelerar a aplicação militar de inteligência artificial. O orçamento previsto para o primeiro ano é de menos de 70 milhões de dólares, e há já outras tecnológicas que mostraram a sua intenção de participar em projetos na área militar, como a Amazon e a Microsoft.

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