Grupo Vodafone cria gigante europeu de torres de comunicações

2019-07-29 Chama-se TowerCo e deverá ficar operacional até maio de 2020. Vai agregar todas as torres de telecomunicações que a gigante Vodafone detém ao nível europeu, incluindo as portuguesas. O grupo quer, com esta estratégia de ter uma empresa para esta área, rentabilizar a infraestrutura que detém, nomeadamente através de uma dispersão do capital da nova unidade em bolsa ou pela venda de uma participação minoritária. O objetivo é cortar no endividamento.

O projeto foi anunciado pelo grupo na apresentação de resultados do primeiro trimestre do seu ano fiscal, que terminou em junho. No total, a TowerCo terá 61,7 mil torres de telecomunicações que vão transitar das subsidiárias Vodafone em 10 países na Europa. Nomeadamente da Alemanha (19,3 mil), Itália (11 mil), Espanha (9,7 mil), Reino Unido (6,6 mil) e Portugal (3,4 mil). Vai também gerir 8 mil torres na Roménia, Hungria e República Checa.

“Com base na nossa posição como maior operador convergente da Europa, estamos a criar a maior empresa de torres europeia. Dada a escala e a qualidade de nossa infraestrutura, acreditamos que existe uma oportunidade substancial de gerar valor para os acionistas e, ao mesmo tempo, capturar os benefícios industriais significativos da partilha de redes. Estamos focados em executar essa prioridade estratégica nos próximos 18 meses”, afirma o CEO da Vodafone, Nick Read, em comunicado.

O objetivo é monetizar uma proporção substancial da TowerCo nos próximos 18 meses, dependendo das condições do mercado. Ou através de uma Oferta Pública Inicial ou pela alienação de uma participação minoritária na TowerCo.

Esta decisão surge na sequência de uma alteração estratégica iniciada no ano passado por Nick Read, logo após a sua entrada para CEO, no sentido de rentabilizar a rede. Desde então, uma das estratégias tem sido a de assina acordos de partilha de rede com os rivais. Os lucros obtidos com a infraestrutura destinam-se a reduzir o endividamento e ao financiamento do lançamento de redes móveis de quinta geração.

Por exemplo em Itália, a Vodafone e a Telecom Italia SpA fecharam um acordo de parceria para a partilha de torres naquele mercado, criando o maior operador de redes do país. Como parte do acordo, a Vodafone vai ficar com 37% da unidade de torres da Inwit SpA, avança a Bloomberg.

“Estamos a mover-nos rapidamente. É uma das minhas prioridades”, deixou claro o CEO do grupo, que se junta assim a outros operadores, como a Altice Europa ou a Iliad, que tentam tirar partido da subida da procura de infraestruturas de telecomunicações por parte de fundos de private equity. É que estas redes estão mais bem avaliadas do que os próprios operadores, porque têm fluxos de rendas estáveis, que não depende da procura do consumidor.

A TowerCo deverá ter receitas anuais de 1,7 mil milhões de euros e um EBITDA de 900 milhões. As estimativas para o seu valor variam. Há quem diga que valerá 16 mil milhões de euros e outros que falam entre oito mil milhões e 20 mil milhões, dependendo dos acordos de rede futuros e do nível de endividamento.

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