Indra aposta nos drones para transformar a logística do futuro

2018-12-05 A Indra vai avançar com duas novas linhas de investigação e desenvolvimento para impulsar através do uso de sistemas não tripulados a transformação de duas áreas completamente diferentes: logística inteligente 4.0 e treino de pilotos a bordo de avançados simuladores de voo.
a iniciativa da Xunta da Galiza para converter esta região espanhola numa referência na indústria dos sistemas não tripulados na Europa

Estas duas novas linhas de I&D foram incorporadas à Civil UAVs Initiative, iniciativa da Xunta da Galiza para converter esta região espanhola numa referência na indústria dos sistemas não tripulados na Europa. A utilização de drones para inspecionar barcos, aeronaves — tripuladas e não tripuladas— e infraestruturas permite reduzir em 20% os custos de manutenção e aumentar a disponibilidade operativa em 30%, dentro do conceito de Smart Logístics 4.0 da Indra

Assim, a empresa vai utilizar sistemas aéreos não tripulados, equipados com câmaras e sensores de precisão para inspecionar de forma automatizada qualquer tipo de infraestrutura, desde navios, aeronaves e outras plataformas até qualquer infraestrutura ou instalação industrial. A sua utilização vai agilizar a inspeção de ancoradouros, estruturas, antenas e sensores situados em zonas altas, e ajudará a detetar a corrosão, entre outros.

Os dados recolhidos vão alimentar um potente sistema que utilizará técnicas de inteligência artificial, machine learning e big data para se antecipar a qualquer incidente ou falha.  Os impactos previstos – reduções em custos logísticos até 20% e aumento da disponibilidade operativa de equipamentos e plataformas até 30% - são valores muito elevados, se tivermos em conta que a manutenção de uma aeronave ou uma nave industrial, ao longo da sua vida, pode ultrapassar várias vezes o custo da sua aquisição.

A digitalização de processos, a internet das coisas e as técnicas ligadas à indústria 4.0 estão a revolucionar a logística. Uma empresa que queira sobreviver no atual ambiente competitivo deve introduzir serviços e processos Smart Logístic. A Galiza, com a ajuda da Indra, vai converter-se numa região de referência para o desenvolvimento de drones especializados neste tipo de funções.

A segunda linha de I&D, aposta na utilização dos sistemas aéreos não tripulados para ‘digitalizar’ a partir do ar, de forma rápida e com um custo reduzido, aeroportos e outras localizações. Os dados recolhidos com uma enorme precisão vão permitir elaborar mapas e perfis do terreno a partir dos quais se vão criar ambientes virtuais que os simuladores projetam.

Boa parte da formação de um piloto, hoje em dia, é feita em simuladores. A sua qualidade e realismo permite que as agências de segurança aérea reconheçam uma hora de voo a bordo destes sistemas como uma hora voo real, para efeitos de obtenção de certificações e licenças de voo. Estas entidades exigem que os pilotos em serviço completem um elevado número de horas de voo por ano nestes sistemas.

A utilização de simuladores não para de crescer em todo o mundo ao mesmo tempo que aumenta o tráfego aéreo e a venda de aeronaves. Dispor de reproduções fiéis de aeroportos e outras zonas é um fator chave para o treino dos pilotos. A Indra é uma das empresas líderes, em todo o mundo, no fabrico de simuladores, com mais de 200 sistemas entregues em mais de 23 países.

A Civil UAVS Initiative (CUI) é uma das iniciativas mais ambiciosas da Europa para o desenvolvimento de drones civis. O seu objetivo é converter a Galiza numa referência industrial para este sector e fomentar o uso de aeronaves não tripuladas para melhorar os serviços que a Administração presta ao cidadão.  Promovida pela Xunta da Galiza, tem previsto um valor de 157 milhões de euros distribuídos em quatro grandes programas

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