Netflix gasta mais em conteúdos que estúdios cinematográficos

2018-07-12 A gigante que há duas décadas começou como um serviço de aluguer de DVD’s vai gastar este ano mais do que qualquer estúdio cinematográfico ou estação de televisão na produção de conteúdos próprios. De acordo com o The Economist, que cita dados da Goldman Sachs, a Netflix investirá, só este ano, entre 12 mil milhões a 13 mil milhões de dólares em produções originais, valor muito acima do apontado em outubro do ano passado, de 8 mil milhões e do valor gasto em programação em 2017, de 6,3 mil milhões.

Uma conta massiva com a qual a gigante de streaming on-demand espera continuar a atrair os melhores talentos, como Chris Rock, Shonda Rhimes e David Letterman. O The Economist prevê que o titã da tecnologia produza 82 filmes só este ano, quando a Warner Brothers terá 23 e a Walt Disney 10. Deverá produzir ou adquirir cerca de 700 novos programas com licenciamento exclusivo, incluindo pelo menos 100 dramas e comédias, que serão produzidos em 21 países.

E se o valor investido este ano é muito maior do que os estúdios gastam – no ano passado, foram 2,5 milhões da HBO e 4 mil milhões da CBS – o valor ainda deverá aumentar mais. A Goldman Sachs estima que a Netflix possa gastar 22,5 mil milhões de dólares por ano em conteúdos a partir de 2022.

Apesar da gigante ainda não ter registado lucros, tendo neste momento uma dívida total de 8,5 mil milhões de dólares, o facto é que não para de crescer. Uma sondagem recente nos EUA revela que a Netflix é a forma mais popular de ver conteúdos de vídeo na televisão. Dos 2.500 adultos entrevistados, 27% usaram a plataforma com mais frequência para assistir a vídeos, seguido por cabo básico de 20%, transmissão de TV a 18% e YouTube com 11%. A liderança ainda foi nos adultos de 18 a 35 anos, dominando os hábitos de visualização de 40% dos entrevistados nessa faixa etária.

O The Economist destaca entre as muitas razões óbvias para a liderança, a capacidade da Netflix usar dados para dar resposta aos gostos individuais, a conveniência no consumo e o preço. Além de um vasto conjunto consistente de séries populares e aclamadas pela crítica.

A Netflix não é o único gigante da tecnologia a reforçar cada vez mais na área de media. A Apple é um exemplo, estando a melhorar sua plataforma de streaming de vídeo comum serviço de assinatura de notícias e revistas em 2019. E duplicou os conteúdos originais através de projetos e parcerias, incluindo um acordo plurianual com Oprah Winfrey. Só este ano, planeia gastar mil milhões de dólares na compra de conteúdos e programas. A Amazon antecipa desenvolver 5 mil milhões.
 

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