Qualcomm rejeita oferta da Broadcom

2018-02-09 A administração da Qualcomm rejeitou por unanimidade a nova proposta de compra da Broadcom, agora de 121 mil milhões de dólares, por ficar aquém das expetativas. A decisão final da que seria a maior operação de sempre no setor tecnológico fica agora nas mãos dos acionistas da fabricante norte-americana de chips.

Depois de uma oferta inicial, apresentada em novembro, e que foi rejeitada, a Broadcom elevou esta semana em 17% a sua proposta, para um total de 121 mil milhões, deixando claro que foi a sua melhor e última proposta. Mas a administração da empresa norte-americana não perdeu tempo a decidir unanimemente que esta nova oferta foi inadequada e subvaloriza a Qualcomm e fica muito aquém do compromisso regulamentar da empresa" necessário para obter aprovação para essa transação, informou a companhia em comunicado.

A decisão final pode ficar agora nas mãos dos acionistas da empresa, que no dia 6 de março vão votar a eventual substituição dos membros do conselho de administração por administradores apontados pela Broadcom. Esta votação representará assim uma escolha entre a estratégia da Broadcom de adquirir empresas e concentrar-se no aumento dos lucros, ou a promessa da Qualcomm de crescimento futuro, impulsionado pelo investimento em novos produtos e tecnologia.

O chairman da Qualcomm, Paul Jacobs, já veio adiantar que gostaria de ver apresentada uma nova oferta, de maior valor, que tenha em conta a compra da NXP Semiconductors, as disputas de licenciamentos que acredita serão a favor da empresa e a oportunidade que a companhia tem no desenvolvimento do 5G.

Embora sedeada em Singapure, a Broadcom pretende relocalizar o seu headquarters nos Estados Unidos. A compra da
Qualcomm permitir-lhe-á transformar-se no terceiro maior fabricante mundial de chips, a seguir à Intel e à Samsung Electronics. O negócio combinado será o fornecedor privilegiado de um vasto conjunto de componentes dos mais de mil milhões de smartphones vendidos todos os anos.

A sua proposta de compra hostil surge numa altura em que a Qualcomm está vulnerável, uma vez que enfrenta uma longa disputa legal com a Apple e vários processos judiciais um pouco por todo o mundo. O mais recente veio da União Europeia, que a acusa de violar as leis da concorrência europeias e lhe aplicou uma multa de 1,23 mil milhões de euros.

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