Receitas da Facebook crescem mas ao nível mais baixo desde 2012

2020-08-04 A Facebook registou no segundo trimestre o crescimento de receitas mais baixo desde o seu IPO, em 2012. Ainda assim, conseguiu surpreender pela positiva e ultrapassar as previsões dos analistas, num trimestre em que contabilizar 3,14 mil milhões de utilizadores mensais das suas plataformas, depois dos 2,99 mil milhões registados um ano antes.

No total, as receitas alcançaram os 18,7 mil milhões de dólares, quando se antecipava um valor em torno dos 17,4 mil milhões. A gigante tinha um total de 2,7 mil milhões de utilizadores ativos diários das suas redes (2,6 mil milhões um ano antes). Segundo a gigante, o crescimento dos utilizadores reflete um aumento do engagement dos consumidores, que estão a passar mais tempo em cada, mesmo com a abertura das economias, pelo menos fora dos EUA.

"Estamos a ver sinais de normalização no crescimento e do engagement dos utilizadores, à medida que prossegue o desconfinamento, particularmente nos mercados onde a penetração do Facebook é maior", diz a gigante em comunicado. E está a registar resultados melhores que o esperado por utilizador, considerando que isso mostra que continua a ter poder de preço quando se trata de grandes marcas que fazem publicidade nas suas plataformas.

Nos EUA e no Canadá, a base de clientes do Facebook aumentou para 198 milhões de utilizadores ativos diários, face aos 195 milhões no trimestre anterior. Já a sua base de clientes na Europa permaneceu estável nos 305 milhões de utilizadores ativos diários. A gigante conta com 3,14 bilhões mil milhões de utilizadores mensais em sua família de aplicações, em comparação com 2,99 mil milhões no trimestre anterior. Essa métrica é usada para medir a base total de clientes do Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.

Para o terceiro trimestre do ano, antecipa um crescimento de 10% nas receitas, tendo já em conta a instabilidade económica, eventuais boicotes aos anúncios, ao regulação e segmentação de anúncios e as mudanças no próximo sistema operacional iOS 14 da Apple, que poderão prejudicar as capacidades de segmentação do Facebook.

Em análise estão ainda as práticas de publicidade da gigante


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