Tecnológicas americanas analisam transferência da produção da China

2019-07-03 Há pelo menos cinco gigantes tecnológicas norte-americanas – Amazon, Google, Microsoft, Dell e HP – estão a analisar a forma como transferir pelo menos uma parte das suas atividades da China. É a resposta à guerra comercial entre Pequim e Washington, que está a criar uma crescente incerteza.

A notícia, avançada pelo Nikkei Asian Review, é citada pela Business Insider, que adianta que enquanto a Google, Amazon e Microsoft centram as suas maiores preocupações nas consolas de jogos, e-readers e smart speakers, para a Dell e HP o destaque vai para a produção de notebooks.

Citando múltiplas fontes, o Nikkei avança que as cinco companhias estão a analisar vários outros mercados asiáticos como possíveis novas casas para a produção dos seus equipamentos. O Nikkei também já tinha avançado há pelo menos uma semana que a Apple está a ponderar seriamente reduzir entre 15% a 30% a produção de iPhones na China, dando os primeiros sinais de que as tecnológicas norte-americanas querem reduzir a sua exposição ao país.

A Amazon estará a olhar para o Vietname para a produção dos seus e-readers e smart speakers e a Microsoft tem as opções da Tailândia e da Indonésia para a produção da Xbox, assim como o speaker Cortana. Para a Dell e HP, que no ano passado venderam um total de 70 milhões de notebooks, a maioria produzida na China, também haverá que encontrar alternativas. A Dell já está a tentar produzir os equipamentos em Taiwan, Vietname e nas Filipinas. E a HP, que pondera transferir entre 20% a 30% da produção da China, está a considerar as alternativas da Tailândia e Taiwan.

Esta notícia surge depois das medidas contraditórias dos últimos dias. No âmbito do encontro do G20 e do reinício do processo de negociações com o presidente chinês, Xi Jinping, Donald Trump garantiu que as empresas norte-americanas podem retomar os seus negócios com a Huawei, embora o grupo não tenha saído da lista negra de Washington.

No entanto, o Departamento do Comércio do governo norte-americano instruiu os seus funcionários, já depois das afirmações de Trump, para continuarem a tratar a Huawei como as restantes empresas da "lista negra". Ou seja, continuará impedida de adquirir produtos ou serviços a empresas norte-americanas, de acordo com a Reuters. Recorde-se que desde maio, a Huawei apenas permite pode comprar às empresas americanas com uma autorização especial.

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