Trump chumba compra da Qualcomm pela Broadcom

2018-03-13 Donald Trump acaba de bloquear a oferta de compra hostil lançada pela Broadcom à norte-americana Qualcomm, no valor de 142 mil milhões de dólares. Motivo do Presidente dos EUA para proibir a operação: o negócio ameaçava prejudicar a segurança nacional do país. a 3ª maior fabricante mundial de chips, a seguir à Intel e à Samsung, Já retirou a sua oferta.

Este bloqueio põe fim a um processo que dura há pelo menos 4 meses e com o qual a empresa de chips de Singapura pretendia ficar com a rival norte-americana que produz chips para dispositivos móveis. Segundo os observadores citados pela CBNC, as razões de Trump vão muito além do que apenas a China e a segurança nacional, perante a ameaça daquele país aumentar exponencialmente a produção e o seu poder no mercado norte-americano,

Oficialmente, Donald Trump declarou que a proposta de compra foi proibida por motivos de segurança nacional e que a sua ordem de proibição resultou da existência de “evidências credíveis” que o levaram a concluir que o controlo da Qualcomm pela Broadcom “poderá representar uma ação que ameaça a segurança nacional”.

Na realidade, a preocupação estará centrada no facto de, tendo em conta as práticas empresariais da Broadcom, a empresa de Singapura possa cortar significativamente os investimentos no roadmap para o 5G, enfraquecendo a posição da Qualcomm e dos Estados Unidos e permitindo a gigantes chineses, como a Huawei, assumir a liderança da próxima geração móvel.

Aliás, na semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA avançou em carta aos advogados envolvidos no acordo, que a Qualcomm se enquadra na estratégia de Washington e que a Huawei representa uma ameaça competitiva no desenvolvimento do 5G pelo país. “Não é apenas a China ou os chips. Trata-se de tecnologia, do poder militar e económico dos Estados Unidos.  Trump tem vindo a dizer que a segurança e a tecnologia são muito importantes para ele, que o comércio e a criação de empregos são muito importantes”, referiu um analista.

A Broadcom já veio dizer em comunicado que está “fortemente em desacordo com a ideia de que a sua proposta de compra da Qualcomm levante receios em torno da segurança nacional” dos EUA. Há 4 meses que o grupo tenta chegar a acordo e em fevereiro, depois de ver rejeitada pela segunda vez a sua oferta de compra pela administração da Qualcomm, já melhorada em 17%, aguardava agora a posição dos acionistas. A primeira recusa foi em meados de novembro, altura em que estava em cima da mesa uma oferta de 103 mil milhões de dólares, valor que a Qualcomm considerou abaixo do seu valor real.

Fica assim afastada definitivamente a criação de um gigante mundial tecnológico, que seria a terceira maior do mundo na produção de componentes para telefones, servidores e outros dispositivos eletrónicos.

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