Vendas de smartphones recuam quase 20% em 2020 com pandemia

2020-06-05 O mercado mundial de smartphones deverá apresentar uma quebra de 11,9% nas vendas este ano, fortemente impactado pela pandemia do COVID-19. Só nos três primeiros meses do ano, as vendas de dispositivos recuaram 20,2%, na que foi a maior queda de sempre num 1º trimestre. Ee as perspetivas não são animadoras, uma vez que a crise económica global já está a afetar o poder de compra, pelo que os consumidores vão adiar as suas decisões de adquirir novos equipamentos. A previsão é da IDC.

Os números da consultora apontam para a venda de 1,2 mil milhões de smartphones teste ano. Espera-se agora que no total do semestre, o recuo seja de 18,2%, antecipando-se que o mercado só possa vir a recuperar o primeiro trimestre de 2021.

De acordo com a IDC, o que começou como uma crise de fornecimentos evoluiu para um problema global do lado da oferta. O confinamento por todo o mundo e o aumento do desemprego reduziram a confiança do consumidor, que centrou a prioridade os seus gastos nos bens essenciais, impactando diretamente a adoção de smartphones no curto prazo. Mas para o próximo ano, espera-se o arranque em força do 5G assuma papel vital na recuperação do mercado mundial de smartphones.

Em termos geográficos, espera-se que a economia chinesa continue a ser impactada pelo COVID-19, mas os sinais de recuperação começam a surgir, à medida que se procede ao desconfinamento e ao restabelecimento das cadeias de fornecimentos. Na generalidade dos casos, as fábricas já retomaram as operações e o mercado abriu, embora com algumas restrições logísticas e de viagens. O que leva a IDC a prever que o mercado interno chinês apresente uma queda de apenas um dígito este ano.

Já na Europa, que continua a ser duramente atingida pela pandemia e pela crise económica, sobretudo em países como Itália e Espanha, a queda das vendas deverá ser de dois dígitos este ano. A IDC espera que os principais fornecedores da região mantenham suas quotas de mercado, impulsionadas pelo lançamento de novos dispositivos de topo e estratégias ligadas ao comércio eletrónico.

A consultora diz não ter dúvidas sobre os desafios para a indústria de smartphones vai enfrentar, antevendo que a desaceleração económica provocará alguma flutuação dos preços em alguns fornecedores. O aumento nos gastos dos consumidores com dispositivos menos móveis que os smartphones (PCs, monitores ou consolas) sem dúvida terão uma parcela da carteira de consumidores que seria destinada a atualizações de smartphones e para o 5G.

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