Zuckerberg responde no Congresso norte-americano

2018-04-11 Assume pessoalmente todas as responsabilidades, admite ter cometido muitos erros de gestão da empresa, reitera que ninguém foi despedido e que se manterá na liderança do projeto. Durante mais de cinco horas, Mark Zuckerberg respondeu às questões de 44 senadores do Congresso norte-americano, onde foi pela primeira vez, nos Comités de Comércio, Ciência e Transportes e no Judiciário, na sequência do escândalo da utilização ilegal dos dados de 87 milhões de utilizadores do Facebook pela Cambrigde Analytica, para influenciar as últimas presidenciais norte-americanas e eleger Donald Trump.

O líder do Facebook garantiu que a empresa está a fazer uma auditoria a todas as aplicações presentes na rede social, admitindo que não sabe se há mais aplicações a utilizarem dados, como fez a britânica Cambridge Analytica. Mais: ainda não consegue garantir que Alexander Kogan, o académico que fez a aplicação utilizada pela Cambridge Analytica, já não tenha acesso à rede.  E admitiu que o caso prejudicou a imagem da plataforma e dos serviços que fornece.

Reconheceu ainda a necessidade de maior regulação, com regras mais apertadas na forma como as empresas lidam com os dados dos utilizadores, mas tem que ser a “regulação certa”. Para já, o Facebook aplicará nos EUA e no resto do mundo algumas das novas regras de proteção de dados que entrarão em vigor na Europa a 25 de maio. Em algumas questões foi evasivo ou nem sequer respondeu, reconhecendo embora que há dificuldades em identificar todas as situações de discurso de ódio e reiterando que vai contratar mais pessoas para moderar os conteúdos.

Quando questionado sobre se o Facebook vai ser sempre gratuito, o fundador da rede social apenas garantiu que haverá sempre uma versão gratuita, não afastando a hipótese de uma versão paga. Por enquanto, este modelo não está a ser pensado, mas esta hipótese poderá ser considerada, com a contrapartida de os utilizadores não terem de levar com publicidade. E será o Facebook um monopólio? Zuckerberg apenas disse que o projeto se divide em, pelo menos, três setores e que tem concorrentes com a Google, Apple e ou Microsoft.

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