24,5% dos clientes de voz fixa não usam serviço

2018-01-02 Apesar da taxa de penetração dos acessos telefónicos principais ter atingido o nível mais alto desde 2006 no terceiro trimestre deste ano, com 46,6 acessos por 100 habitantes, 24,5% dos clientes deste serviço não o utiliza, mostram os dados do regulador setorial das comunicações.

O parque de acessos telefónicos principais era no final de setembro de 4,8 milhões de acessos, mais 0,8% em relação ao trimestre homólogo. Um crescimento que se ficou a dever sobretudo ao aumento dos acessos VoIP/VoB (mais de 78 mil acessos), nos quais se incluem os acessos suportados em redes de fibra ótica e TV por cabo, que mais do que compensaram a diminuição de 47 mil acessos analógicos, a diminuição de 16 mil acessos RDIS e dos cerca de 600 acessos fixos suportados em redes móveis.

Quanto ao número de clientes do serviço fixo de telefone, em acesso direto, situava-se em cerca de 3,92 milhões, mais 0,7% do que no período homólogo. Refira-se que se trata do menor aumento desde 2014. Mas em termos de taxa de penetração, é o valor mais elevado registado desde que são recolhidas estas estatísticas (4.º trimestre de 2006). O número de postos públicos rondava os 20 mil, valor que traduz um decréscimo de 4,5% face ao trimestre homólogo.

No final de setembro, a MEO era responsável por 44,9% do total dos acessos principais, seguindo-se a NOS com uma quota de 35,3% e a Vodafone com 15,7%, tendo sido o prestador que mais cresceu neste trimestre. A Nowo/ONI tinha 3,8%.

Quanto ao tráfego, o volume de minutos de voz fixa diminuiu 11,3% em relação ao trimestre homólogo. Em média, por mês, foram consumidos 84 minutos por acesso: 64 minutos em chamadas fixo-fixo (menos 5 minutos que no trimestre anterior), 9 minutos em chamadas fixo-móvel (valor idêntico ao do trimestre anterior) e 5 minutos em chamadas internacionais (menos 1 minuto do que no trimestre anterior).
 

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2018-10-10 | Breves do Sector

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