Acesso fixo à Internet em fibra cresce quase 27% em 2017

2018-05-07 A fibra ótica tornou-se a principal forma de acesso à banda larga fixa em Portugal e foi a que mais cresceu em 2017: quase 27%. Cerca de 71,8% das famílias já dispunham de banda larga fixa. Já a penetração da banda larga móvel atingiu 69% dos habitantes, com 7,1 milhões de utilizadores ativos, mais quase 10%. Os números são do regulador setorial.

No final de 2017, cerca de 98,5% dos clientes do serviço de acesso à internet em banda larga fixa tinham adquirido o serviço no âmbito de um pacote de serviços de comunicações. No total, o número de acessos fixos cresceu 5,9%, atingindo os 3,57 milhões. Este aumento ficou abaixo do ritmo médio de crescimento anual dos últimos 4 anos, que foi de 8,6%.

A Anacom refere que foi a tecnologia FTTH (fibra) que mais contribuiu para o crescimento do número de acessos de banda larga fica BLF, tendo aumentado 26,8%, ou 292 mil acessos em 2017 (31,7% em média nos últimos 4 anos). A fibra passou a ser desde o 1.º trimestre de 2017, a principal forma de acesso à Internet em local fixo, tendo ultrapassado os acessos suportados em redes de cabo, e representando no final do ano 38,6% do total de acessos.

Já os acessos suportados em redes de cabo aumentaram 4,3%, passando a ocupar o 2º lugar nos acessos em local fixo (32,6% do total). Em termos líquidos foi, depois do FTTH, a tecnologia que mais cresceu no ano em análise (mais 48 mil face a 2016). O "LTE em local fixo" foi a terceira principal fonte de crescimento do número de acessos à Internet em 2017 (7,6% do total de acessos), com mais 24 mil acessos que em 2016. Já os acessos através de ADSL intensificaram a tendência de queda, recuando 18,1%.

Já o número de utilizadores efetivos de banda larga móvel atingiu os 7,1 milhões, tendo crescido cerca de 9,8% em 2017, um valor abaixo da média dos últimos quatro anos, que foi de 16,2%. 69 utilizadores por 100 habitantes tinham este serviço.

O tráfego médio mensal de Internet atingiu os 76,1 GB por acesso fixo e 2,46 GB por utilizador na banda larga móvel. Aumentaram, respetivamente, 24,2% e 49,5% face a 2016.

O regulador refere que a maioria dos subscritores de banda larga fixa dispunham de velocidades iguais ou superiores a 100 Mbps, sendo que 73,2% utilizadores dispunham de acessos de pelo menos 30 Mbps e 63,1% utilizava acessos de velocidade igual ou superior a 100 Mbps.

Quanto às receitas provenientes do serviço de acesso à Internet, incluindo pacotes multiple play, totalizaram 1,784 mil milhões de euros, mais 5,5% que no ano anterior. Cerca de 91% deste valor é gerado por pacotes de serviço. Já as receitas do serviço de acesso à Internet móvel atingiram 378 milhões de euros em 2017 (mais 8,9% do que em 2016).

A MEO liderava o mercado, em termos de acessos à internet em banda larga fixa, com 39,5%. A NOS tinha 37,3%, a Vodafone (18,6% - sendo a que mais cresceu em 2017 - e o Grupo Apax,  que detém a NOWO e a Onitelecom, 4,3%. Já em termos de clientes de banda larga móvel, a quotas da MEO era de 38,3%, seguindo-se a NOS e a Vodafone com 31,3 e 29%, respetivamente. A NOWO, que lançou ofertas comerciais em abril de 2016 (como MVNO), tinha uma quota de 1,2%.

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