Altice contesta critérios da Anacom nos dados sobre reclamações

2020-11-16 Os dados sobre as reclamações das comunicações recentemente divulgados pela Anacom "são apenas mais uma clara tentativa do Regulador em denegrir o setor", por "maior esforço e empenho que este faça em termos de investimento em redes e infraestruturas de comunicação, em serviços e produtos inovadores", considera a Altice Portugal em comunicado.

No documento, o operador adianta que "não pode deixar de registar a inconsistência e falta de transparência dos números divulgados, já que a Anacom apresenta os valores absolutos, não tendo em conta o volume de clientes por operador", defendendo que "a  única forma intelectualmente honesta de apresentar as reclamações do setor, e que a Anacom já chegou a fazer no passado recente, é reportar as reclamações por 1.000 clientes".

Tendo em conta este critério, o setor terá 0,37 reclamações por 1.000 clientes, "o que demonstra a qualidade do serviço prestado, ao invés da mensagem que o Regulador passa. Esta média compara muito positivamente com outros setores que apenas prestam um tipo de serviço".

No caso da Altice Portugal, e aplicando o referido critério, "a única forma de garantir que a informação é transparente e útil, considerando a dimensão de cada um dos operadores", a MEO tinha 0,35 reclamações por mil clientes, o menor índice de reclamações do setor.

Para o operador, "o setor das telecomunicações é dos setores com mais variedade e volume de serviços disponibilizados aos clientes, todos eles considerados essenciais e fundamentais para a vida das pessoas".

Este comunicado volta a atacar o posicionamento do regulador, já que se afirma que "ninguém tem dúvidas quanto ao motivo que leva o Regulador a utilizar diferentes critérios em documentos de grande importância para o mercado e para o setor: enviesar completamente a leitura dos portugueses sobre o estado das telecomunicações em Portugal".

Acrescenta-se ainda que a pandemia "tem obrigado os operadores a um reforço e investimento na capacidade, resiliência e segurança das redes, para garantir que todas as famílias e empresas continuem a trabalhar. No entanto, o Regulador continua a desprezar o papel fundamental deste setor, mesmo no contexto de crise pandémica grave, em que coube aos operadores nacionais assegurar o pleno e regular funcionamento em diferentes áreas da administração pública e da economia nacional".

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