Altice dá 440 milhões à Prisa pela Media Capital

2017-07-14 Já há acordo. A Altice vai comprar a posição dos espanhóis da Prisa na Media Capital, de quase 95%, por 440 milhões de euros. O negócio foi comunicado esta manhã aos reguladores da bolsa espanhol e português, sendo a operação realizada através da MEO. Que, entretanto, anunciou uma oferta pública, geral e obrigatória, sobre o restante capital da dona da TVI. Vai dar 2,5546 euros por ação.

Em comunicado, o grupo Prisa informa ter aceite a oferta vinculativa apresentada pela Altice para a totalidade da participação que o grupo tem na Media Capital por 440 milhões de euros. Informa ainda que, posteriormente, as duas partes subscreveram um contrato de compra e venda através do qual a Prisa transmitirá à MEO, subsidiária da Altice, a totalidade da sua participação na Media Capital, que representa um total de 94,69% do capital.

Entretanto, em comunicado à CMVM, a MEO avançou com um anúncio preliminar de oferta pública, geral e obrigatória, sobre o capital do grupo proprietário da TVI (o capital remanescente não detido pela Prisa, que está disperso em bolsa). A contrapartida oferecida é de 2,5546 euros por ação, valor que incide sobre o total de mais de 84 milhões de ações, com o valor nominal de 1,06 euros, representativa do total do capital da Media Capital. O preço oferecido avalia esta oferta em perto de 11,5 milhões de euros.

“A contrapartida será revista em alta para um montante correspondente à diferença positiva, se aplicável, entre o preço final ajustado por ação de acordo com o contrato de compra e venda, calculado por referência à data da transmissão das ações da sociedade visada objeto do contrato de compra e venda, e a contrapartida estabelecida neste anúncio preliminar”, acrescenta-se.

E “a aceitação da oferta pelos seus destinatários fica submetida ao cumprimento dos respetivos requisitos legais e regulamentares, incluindo as constantes de lei estrangeira, quando os destinatários da oferta a ela estejam sujeitos”.

Tanto os bancos como os credores da Altice têm que dar o seu aval à operação, que fica ainda condicionada à autorização das autoridades e reguladores espanhóis e portugueses. Como a CMVM, AdC e ERC.

A PT/MEO adianta ainda que a Altice se compromete a manter e fazer crescer a operação da Media capital em Portugal, nomeadamente a investir na expansão digital, desenvolver novos canais e melhorar o alcance de canais existentes, como a TVI 24 .
E que esta operação “faz parte da estratégia de convergência global da Altice e segue o caminho adotado em França, nos Estados Unidos e em Israel”.  O grupo “compromete-se a manter a plataforma aberta da Sociedade Visada no mercado português, assegurando o seu sucesso num panorama digital e dos media em rápida evolução e com novos desafios e oportunidades”.

Nomeadamente: investir na expansão digital; desenvolver novos canais televisivos e formatos; lançar serviços novos e inovadores; aumentar os investimentos em conteúdos portugueses; melhorar o alcance de canais fundamentais, como a TVI 24; usar a Plural como o núcleo de produção de conteúdos global; e exportar conteúdo português para outros territórios em que a Altice atue, em especial para França e para os Estados Unidos.

“A Altice quer fornecer mais conteúdos a todos os consumidores portugueses num mundo digital e, como tal, disponibilizar mais oferta centrada em formatos e produção locais”, destaca-se no anúncio preliminar da MEO, com o grupo a salientar que “a integridade e a independência editorial da Sociedade Visada será um princípio orientador, tal como sucede em todos os negócios da Altice em media global”. 
Explica-se que “a aquisição da Sociedade Visada irá, sobretudo, fortalecer significativamente o setor dos media português, que continua a assistir a um aumento contínuo da concorrência internacional, em particular por parte dos operadores de internet globais”.
 
 

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