Altice demarca-se do calendário da ANACOM para a TDT

2019-12-18 “A Altice Portugal rejeita qualquer tentativa de responsabilização por parte do regulador relativa a incumprimento de calendário, em virtude dos imensos alertas que ao longo do tempo foi prestando a este e à tutela”. A afirmação é da dona da MEO que, em comunicado, adianta que apresentou ao regulador e ao governo um novo esclarecimento sobre o plano da migração da rede TDT, no contexto da libertação da faixa dos 700 MHz para o 5G.

De acordo com o grupo, foi apresentado há cerca de um ano um cronograma de migração da rede, “o único possível e operacionalmente responsável”, que foi “sobejamente explicado à ANACOM e tornado público, para que o entendimento e as explicações fossem totalmente transparentes”.

Por isso, defende que o regulador tinha toda a informação sobre o período mínimo exigível para as necessárias ações relativas à migração da rede TDT. Pelo que “a tentativa que se vislumbra do regulador vir a imputar responsabilidades à Altice Portugal, não será mais do que uma pura perseguição, que hoje é percetível até ao olhar dos menos atentos”, diz o comunicado.

O grupo “não deixará de utilizar todos os meios ao seu dispor no sentido de pôr cobro a este comportamento por parte de uma entidade cujos princípios orientadores se deveriam centrar em critérios de neutralidade e construção das melhores soluções em prol dos cidadãos, em consonância com os meios técnicos e operacionais com recursos muito acima da média, que são conhecidos e há longos anos disponibilizados pelo nosso país”, acrescenta.

Tendo em conta o calendário definido pela ANACOM para a migração, a empresa destaca que já prestou várias informações ao regulador. Assim, considera estar “agora em condições de poder assegurar o início do processo de migração da rede TDT para a faixa sub-700 MHz “, a partir de 7 de fevereiro próximo. Já no que se refere ao período de migração definido, até final de junho, reitera “por ser responsável e rigorosa”, que mantém a data apresentada anteriormente, destacando de novo “os riscos associados a um eventual encurtamento, e pelos quais não se pode comprometer, como o risco de condições climatéricas adversas no período do rollout (entre outros riscos). Aliás, este facto, há mais de um ano foi reiteradamente transmitido ao regulador, tendo este ignorado o alerta”.

A Altice refere ainda que neste processo de migração “terá que assegurar a rigorosa coordenação de inúmeras atividades, de modo a garantir o sucesso do projeto e o cumprimento cabal do cronograma a que se vincula”  e que serão “críticas para o sucesso do projeto, que envolvem recursos e que não podem ser menosprezadas”.

Tendo em conta esta posição, “reitera que o plano de migração pode vir a ser revisto e atualizado quando e sempre que as circunstâncias o permitirem, em especial se constrangimentos como os de índole meteorológica, ou de autorização atempada para acesso a instalações de terceiros, não se materializarem”.  Isso deverá ser feito, na sua ótica, no final de fevereiro, depois das primeiras semanas de rollout, quando haverá “condições para proceder a uma (re)avaliação do decurso dos trabalhos e ponderar uma eventual revisão do plano detalhado da migração, encurtando a data do fim do projeto”.

Para o grupo, trata-se de “uma solução não apenas equilibrada como demonstradora do seu empenho e zelo no âmbito do desenvolvimento deste projeto, permitindo contrabalançar todos os interesses em presença e salvaguardar que a migração da rede TDT no contexto da libertação da faixa dos 700 MHz”.

Acrescenta que “o esforço, empenho e a boa vontade da Empresa não podem – e muito menos devem – ser contrapostas por autoritarismo irresponsável e completamente desfasado tanto da realidade territorial, como do mundo das operações em telecomunicações. Qualquer outra abordagem que, nesta fase, implique um encurtamento do calendário comporta um nível de risco que não é de forma alguma aceitável e pelo qual a Altice Portugal não se pode em caso algum responsabilizar”

2020-06-03 | Atualidade Nacional

Novo projeto junta-se às três secções já criadas para áreas relevantes


2020-06-02 | Atualidade Nacional

Com tráfego a disparar na sequência da pandemia


2020-06-02 | Atualidade Nacional

Através das plataformas PowerYou Digital e Precipio


2020-06-01 | Atualidade Nacional

Segundo previsões do seu diretor geral, Miguel Almeida


2020-06-01 | Atualidade Nacional

Consulta pública terminará agora a 3 de julho


2020-05-29 | Atualidade Nacional

Vai fornecer competências aos empreendedores e ferramentas


2020-05-28 | Atualidade Nacional

Pata infraestruturas de nova geração