Altice e Prisa desistem do negócio da Media Capital

2018-06-18 A Altice Portugal e a Prisa não esperaram pela decisão da AdC, prevista para esta semana, e anunciaram o fim do negócio da compra da Media Capital. Menos de um ano depois de terem acordado o negócio, por 440 milhões de euros, colocaram assim um fim na operação. O grupo espanhol diz que vai manter o projeto de media, pelo menos para já.

Os espanhóis da Prisa emitiram um comunicado ao regulador do mercado de capitais espanhol, que esta manhã a Media Capital enviou à para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), onde avança ter terminado o contrato de compra e venda da dona da TVI à MEO, por não se ter cumprido o prazo limite acordado entre as partes, que terminou na passada sexta-feira, 15 de junho.

Entretanto, também a Altice Portugal, através da subsidiária MEO, emitiu um comunicado à CMVM onde confirma o fim do acordo. “A MEO considera como definitivamente não verificada a condição de lançamento da Oferta relativa à obtenção das decisões regulatórias, (…) com a consequente cessação, a título imediato, dos efeitos da Oferta preliminarmente anunciada no dia 14 de julho de 2017”, refere o comunicado, onde se explica todo o processo, desde o anúncio preliminar de do negócio.

Recorde-se que o processo estava em investigação aprofundada no regulador da concorrência, a quem a Altice tinha apresentado um conjunto de oito compromissos à AdC para que a operação fosse aprovada. Tendo em conta que a ”28 de maio de 2018, a AdC comunicou formalmente à Altice Portugal/MEO a rejeição dos compromissos que se tinha prestado a assumir perante a AdC no sentido de obter uma decisão favorável à aquisição pela MEO da Media Capital” e que a 15 de junho “chegou ao fim o prazo acordado entre a MEO e a Prisa para a conclusão da aquisição, pela MEO, da Media Capital”, as duas partes acabaram por desistir.

A Altice reitera no comunicado “ter desenvolvido os melhores esforços no sentido de obter uma decisão final favorável das autoridades regulatórias, incluindo a apresentação de um conjunto alargado de compromissos, em consonância com a prática decisória europeia”. No entanto, “as autoridades regulatórias não emitiram as decisões necessárias à concretização da transação, resultando das interações havidas a exigência de não aquisição ou desinvestimento de ativos essenciais para a transação, desde logo os canais de televisão da Media Capital”.

Perante isto, espera-se que esta semana a AdC anunciasse o chumbo da operação, pelo que as duas partes se anteciparam a esta decisão. O prazo limite estabelecido entre as partes para a operação tinha sido prorrogado, já que o inicial era de 13 de abril.

Do lado da Prisa, o objetivo da operação era reduzir o seu nível de endividamento com a venda da Media Capital. O jornal El Confidencial referia no fim-de-semana que os espanhóis não descartam voltar a tentar vender a operação em Portugal. Esta já está mesmo, nas contas da empresa espanhola, como operação descontinuada.

Já a Altice atribui as culpas do fim do negócio à AdC. “Espera-se e até se torna imperioso que todos reflitam sobre as consequências causadas aos investidores, quer nacionais quer estrangeiros, à criação e sustentabilidade de emprego, à criação de valor e por último à economia nacional, dado o excessivo arrastar de tempo deste processo, com as autoridades a indiciar decisões insuficientemente justificadas sem qualquer tipo de paralelo ou referência internacionais e em contraciclo com as atuais tendências nos sectores envolvidos”, refere o comunicado do grupo, numa clara alusão à crescente tendência mundial de junção entre grupos de comunicações e de media.

Da parte dos demais players do mercado, começam a surgir as primeiras reações. Impresa e NOS consideram que este é era o único desfecho possível para a operação, de forma a proteger o mercado, a sociedade e os consumidores.

 

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