Altice quer MC mas não vai propor novos remédios

2018-05-30 O grupo Altice mantém todo o interesse na compra da Media Capital, mas não está disponível para apresentar novos remédios que desvirtuem o negócio. Esta é a resposta às objeções colocadas pela Autoridade da Concorrência às oito medidas que tinha proposto para ultrapassar os entraves que se poderiam colocar à concretização da operação.

Em comunicado, o grupo refere que está disponível para “prestar todos os esclarecimentos às autoridades competentes” e que se mantém “empenhada na concretização do mesmo”. Mas diz não concordar com as razões do regulador da concorrência para não aceitar os seus remédios e que, por isso, não está disponível para apresentar outros. Se assim fizesse “desvirtuaria os pressupostos do processo que dura já há cerca de um ano”.

A Altice diz ainda estranhar que a comunicação sobre a posição da AdC tenha sido divulgada sem antes se dar oportunidade para a discussão com os serviços técnicos. Assim, aguarda “serenamente” a notificação da decisão final da AdC que será “vinculativa para o desfecho do negócio”. Antes disso, espera conhecer a decisão preliminar, para se pronunciar no quadro do processo de análise da concentração.

Esta posição surge na sequência de uma informação enviada na 2ª feira pela AdC ao grupo, onde o regulador diz serem insuficientes os remédios propostos, que visavam responder às preocupações levantadas pelos reguladores e pelos concorrentes sobre o impacto da compra da dona da TVI na concorrência e na pluralidade dos media. Uma posição com a qual a Altice deixa bem claro que não concorda. Defende que “não reflete o impacto e relevância dos compromissos assumidos pela Altice para a realização desta transação, aliás em linha com as melhores práticas de mercado e de outras autoridades europeias em transações similares”.

Tendo em conta esta posição, o chumbo à operação será o desfecho mais provável. O Jornal de Negócios avança que a AdC deverá tomar uma decisão final de oposição à venda da dona da TVI em junho, citando fonte oficial do regulador. Isto caso "não seja apresentado um novo pacote de compromissos", o que a Altice já garantiu.

Recorde-se que a compra da MC por 440 milhões de euros, anunciada no ano passado, passou a um processo de investigação aprofundada pela AdC em fevereiro. Em maio, a Altice Portugal avançou com um pacote de remédios para tentar viabilizar a operação, mas no inicio desta semana o regulador considerou que as propostas não protegem os interesses dos consumidores, nem garantem a concorrência no mercado.

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