Apps for Good 16/17 mostra inovação dos jovens

2017-09-22 Uma aplicação que pretende incentivar a leitura de livros pelas crianças, a “Pensa antes de publicar”, foi a grande vencedora da terceira edição do Apps for Good. A maior competição nacional para aplicações móveis criadas por jovens para resolver problemas sociais contou este ano com 140 equipas. Portugal é já o 2º maior país em número de escolas, alunos e professores envolvidos.

Lançado há cinco anos pelo CDI, o Apps for Good é um programa que pretende seduzir jovens (entre os 10 e 18 anos) e professores para a utilização da tecnologia como forma de resolver os seus problemas, propondo um novo modelo educativo mais intuitivo, colaborativo e prático. O objetivo é o desenvolvimento de apps para smartphones e tablets que possam contribuir para a resolução de problemas relacionados com a sustentabilidade do mundo em que vivemos.

Em Portugal, esta foi a terceira edição, cuja final decorreu a 20 de setembro, a Fundação Calouste Gulbenkian, contando a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Das 140 equipas, foram selecionadas 21 finalistas, que participaram na final, onde demonstraram o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo e foram avaliadas por um júri composto por elementos que representam os parceiros do programa.

O primeiro prémio foi ganho pela “Pensa antes de publicar”, uma aplicação criada pelos alunos da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, de Santarém, que pretende fomentar a leitura de livros pelas crianças, ao utilizar a realidade virtual para animar as imagens de livros e fazer jogos sobre os mesmos conteúdos.

Os segundo e terceiro lugares foram atribuídos à “Articulândia”, de alunos da Escola Secundaria Rafael Bordalo Pinheiro (Caldas da Rainha), e à “BookTrade”, de alunos da Escola Secundaria S. João Madeira, respetivamente. A primeira permite ter sessões de terapia da fala, a qualquer hora e em qualquer lugar, e ao alcance de qualquer um. A segunda tem por objetivo facilitar a troca de livros entre amigos e pessoas que frequentam bibliotecas, escolas ou universidades.

A aplicação “Pensa antes de publicar” foi também galardoada com o Prémio Tecnológico. Já a “SOSignal”, aplicação que pretende ser a primeira linha de apoio em caso de emergência, ganhou o Prémio do Público.  Foi ainda atribuído pela Siemens o Prémio Jovens Empreendedoras no Digital, entregue às três jovens alunas que mais se destacaram das equipas.

As 21 equipas finalistas foram selecionadas pelo júri durante os três encontros regionais que se realizaram em junho e em julho nos Açores, em Matosinhos e em Lisboa, e que contaram com a presença de cerca de 140 equipas.

“É um enorme orgulho e satisfação poder assistir e testemunhar a capacidade criativa e empreendedora dos jovens, refletidas no sucesso da terceira edição do Apps for Good”, afirma João Baracho. Para o diretor executivo do CDI , “a tecnologia deve ser um meio e não um fim para a resolução de problemas reais e de causas sociais, e este programa pretende ser a ferramenta que permita capacitar os jovens e tornar o mundo em que vivemos mais sustentável”.

A APDC é parceira institucional do Apps for Good, tal como a Direção-Geral de Educação, Associação Nacional de Professores de Informática, Educom, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e Associação Portuguesa de Professores de Inglês. Tem ainda como parceiros a Microsoft, Fundação Calouste Gulbenkian, Synopsys, Fundação PT, Siemens, SAP, DNS.pt, REN, SIVA, DECSIS, SRS Advogados e PWC. O programa é financiado pela Iniciativa Portugal Inovação Social.

O CDI nasceu no Brasil há 21 anos, foi fundada por Rodrigo Baggio, e é uma das mais reconhecidas Organizações Não-Governamentais a nível mundial, estando em mais de 15 países. Há cinco anos, lançou no Reino Unido o projeto educativo Apps for Good, que está em cerca de 1000 escolas públicas.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Educação convidou o CDI a fazer um piloto em 2014/15 com 20 escolas e até ao presente ano letivo (2016/17) já atingiram cerca de 180 escolas, envolvendo cerca de 3266 alunos e 400 professores. Este programa já está incluído no roadmap da DGE para o ensino tecnológico. Portugal é já o segundo maior país em número de escolas, alunos e professores, logo seguido do Estado do Arkansas nos Estados Unidos.

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