Bluetech Accelerator escolhe 15 startups para 23 projetos-piloto

2019-07-11 O Bluetech Accelerator Ports & Shipping 4.0 já escolheu as 15 startups finalistas que vão desenvolver 23 projetos-piloto. Neste grupo de vencedoras estão quatro portuguesas, escolhidos de entre as 21 startups que participram num bootcamp e vieram de 11 países.

Trata-se de um um ambicioso e inovador programa de aceleração de startups ligadas à Economia do Mar, que foi idealizado e lançado pelo Ministério do Mar. As startups finais foram escolhidas através de um rigoroso processo de seleção, gerido por todos os parceiros e são: ARX Maritime (Reino Unido), Bizcargo (Portugal), Bluecargo (EUA), Bound4blue (Alemanha), Breeze Technologies (Bélgica), Eco Wave Power (Israel), Geckomatics (Bélgica), eShip (Portugal), i4sea (Brasil), Mariquant (Reino Unido), Sensefinity (Portugal), Sevways (Portugal), Surclean (EUA), T-mining (Bélgica) e Techworks Marine (Irlanda).

Por países, Portugal é o mais representado, com quatro startups, seguido pela Bélgica (três) e pelo Reino Unido (dois), números que traduzem o alcance internacional desta iniciativa, ao mesmo tempo que ajudam a projetar Portugal como país inovador na área da Economia do Mar em vários mercados.

Alguns destes pilotos vão ser desenvolvidos em cooperação entre parceiros, tirando partido da complementaridade das respetivas valências e gerando economias de escala internas.  O fim do programa ocorrerá em setembro, culminando com o ‘Demo Day’, onde as soluções encontradas e os resultados conhecidos serão apresentadas publicamente.

A iniciativa do Ministério do Mar está a ser coordenada pela Direção Geral de Política do Mar (DGPM), com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), contando com a parceria do Porto de Leixões, Porto de Sines, Grupo ETE, Grupo Portline e Inmarsat. O programa é implementado pela Beta-i.

Este programa reúne players cruciais do sector marítimo-portuário, provando que a ‘aceleração azul’ da Economia do Mar é uma aposta capaz de mobilizar o interesse e a motivação das empresas que encabeçam o sector.

Temas como a Big Data, Internet das Coisas (IoT), Automatização e Robotização dos Portos, Sistemas Autónomos, Smart Shipping ou Vigilância Marítima são algumas tendências com potencial de disrupção no setor marítimo-portuário nacional, e são algumas das áreas onde este programa se pretende focar. 

Este projeto tem como principal desígnio a criação de um ecossistema de inovação na Economia do Mar portuguesa. Pretende-se identificar, selecionar e capacitar as startups com modelos de negócios sustentáveis e com potencial de integração de pilotos junto dos grandes players nacionais e internacionais da Economia Azul. A iniciativa faz parte do Programa Ocean Portugal, desenvolvido em conjunto pelo Ministério do Mar e pela FLAD, que visa desenvolver a inovação azul e empreendedorismo.

Vem ainda responder a uma das diretrizes estratégicas do Governo, que visa aumentar o peso da Economia do Mar Sustentável no PIB nacional e que passa pela implementação de políticas e iniciativas que estimulem o aumento da intensidade tecnológica, da sustentabilidade e da sofisticação dos modelos de negócio da economia azul.

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