‘Building The Future’: humanidade tem que saber dominar tecnologia

2019-01-30 O futuro é definido pela tecnologia, mas, no final, quem o decide é a humanidade. Por isso, há que pensar que temos hoje uma escolha: a de poder garantir que o nosso futuro seja muito bom, usando a tecnologia para nos ajudar, mas sem nos dominar. É esse o desafio para o futuro. O alerta foi dado por Gerd Leonhard, futurista e autor, no arranque do segundo dia da conferência ‘Building The Future’, organizada pela Microsoft Portugal, onde abordou o tema da ‘Technology vs. Humanity’.

Para o orador, há uma enorme mudança em marcha que está a impactar tudo e todos, potenciada pelas inúmeras a aceleradas tecnologias, que estão em todo o lado. “Hoje, vender dados está a tornar-se no maior negócio do planeta, mas há que ter limites.  Não queremos poluição digital e temos de encontrar forma de o fazer. Mas é preciso coragem para isso. Precisamos de regulação clara, para proteger a privacidade, a democracia e a ética”, defendeu.

Deixando claro que todos temos que usar a tecnologia, mas não deixar que ela seja o propósito da nossa vida, considerou que há que pensar o que ela pode fazer pela humanidade e de que forma se poderá preparar o futuro. Um futuro que já está a ser preparado dentro da Administração Pública nacional, como deixou bem claro Maria Manuel Leitão Marques, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa.

Para a governante, há que “melhorar o presente e prevenir o futuro, antecipando os problemas. Esse é o primeiro grande desafio que temos pela frente”, numa mudança que considerou disruptiva na forma como se utilizam os dados e a informação no Estado. Trata-se de um desafio de conhecimento e de socialização deste, sem medo. “A melhor maneira de não termos medo é sabermos do que estamos a falar, evitando alarmismos e regulando o necessário, sem cair na tentação de regular tudo, porque corta a inovação”, referiu. Mas sendo a regulação muito difícil e de âmbito limitado, a ética assume um papel fundamental, no sentido de controlar a tecnologia e fazer com que esta faça o bem. O que exige transparência nos processos e justificação das decisões, defendeu.

Nestes dois dias abordaram-se todas as tecnologias e o seu impacto, nomeadamente a IA, os dados. Mas também se falou muito de ética, de regulação e de controlo da tecnologia no ‘Building the Future: Ativar Portugal’, que teve como grande tema no primeiro dia “Addressing new Business Challenges & AI”  e no segundo dia  “Bringing innovation into your company DNA and Culture Hacking & the Future is API”.
Assumindo-se como o maior evento de tecnologia do ano, incluiu mais de 250 reuniões entre startups, investidores, incubadoras e aceleradoras, programas de empreendedorismo corporativo e empresas, uma zona de inovação denominada Startup World e sessões técnicas – os Tech Labs. Incluiu uma área Startup World – o ponto de encontro deste universo de inovação – que reuniu cerca de 50 startups, oito investidores, 14 aceleradoras e incubadoras e 30 parceiros corporativos. Assim como a iniciativa designada Intelligent Day, onde o objetivo foi explorar a tecnologia que já temos ao nosso serviço, em todas as atividades do quotidiano, quase sem que nos apercebamos – casa inteligente, mobilidade, modern workplace.

Inclui ainda mais de 60 sessões, com cerca de 100 oradores, dedicadas a todas as audiências – desde técnicas, aos estrategas do negócio. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Accenture, a Axians, a EY, a KPMG e 15 outros parceiros. Contou omm o apoio institucional de entidades como a COTEC, a CIP e a STARTUP Portugal, assim como o Alto Patrocínio da Presidência da República.

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