Cascais é 1ª cidade experimental para startups

2017-04-18 Já abriram as candidaturas para a 5.ª edição da competição de empreendedorismo promovida pela Vodafone e pela Ericsson. O BIG Smart Cities deste ano traz uma grande novidade: a criação da primeira cidade experimental para startups, que é o município de Cascais. Os empreendedores nacionais vão poder testar, em ambiente real, as suas soluções tecnológicas para as cidades inteligentes do futuro. As candidaturas decorrem até 23 de maio.

Criado com o objetivo de descobrir e apoiar ideias de negócio de base tecnológica que melhorem o dia a dia de quem vive, visita e/ou trabalha nos grandes centros urbanos, ao longo das edições passadas do BIG Smart Cities foi-se tornando cada vez mais evidente a necessidade de se criar uma ponte entre as startups e as cidades, facilitando a implementação destas soluções.

Cascais surgiu, assim, na linha da frente para se tornar o anfitrião desta experimentação, abrindo as portas do seu município para receber as mais variadas soluções smart das startups nacionais. A estratégia adotada nos últimos anos e consequentes iniciativas desenvolvidas, nomeadamente ao nível da mobilidade, eficiência energética e gestão de resíduos, fazem do Município um bom exemplo do que pode ser uma cidade inteligente. Por isso, surge clara a opção por Cascais para a criação da primeira cidade experimental para startups em Portugal.

Numa primeira fase, serão os vencedores do BIG Smart Cities a ter acesso a esta vantagem, facultando-se depois a adesão a outros projetos cuja tecnologia desenvolvida contribua para dar resposta aos desafios que as cidades modernas hoje mais enfrentam – sejam eles de ordem demográfica, territorial ou climatérica, bem como de partilha e gestão de recursos naturais (hídricos, energéticos, aquecimento global) e humanos (envelhecimento da população, exclusão social).

Esta parceria entre a Vodafone, Ericsson e Câmara Municipal de Cascais marca o início da construção de uma Rede Nacional de Cidades Experimentais, dinamizada pelo BIG Smart Cities. Este movimento pretende simplificar o acesso das startups a ambientes reais, onde as mesmas possam testar as suas tecnologias de forma mais ágil.

Nas edições anteriores foram premiadas, entre outras, as startups GuestU (desenhada para profissionais a operar na área do turismo, é uma espécie de ‘concierge’ virtual disponível num smartphone), Inviita (aplicação móvel que permite criar roteiros em todo o mundo de acordo com o estado de espírito do utilizador), Lisboa Horizontal (aplicação móvel para ciclistas que calcula rotas de forma a evitar as grandes inclinações das cidades) e Parqly (soluções que quer resolver os problemas de estacionamento dos grandes centros urbanos).

O BIG Smart Cities reforça a longa aposta da Vodafone no suporte à inovação e ao empreendedorismo e é hoje uma das principais montras do Vodafone Power Lab, programa criado em 2009 e que já ajudou mais de 100 projetos e contribuiu para a criação de mais de 200 novos empregos.

Já a Ericsson, no âmbito da Sociedade em Rede, é o principal embaixador da ‘Tecnologia para o Bem’, incentivando a inovação para ajudar a dar resposta aos desafios da sustentabilidade. O BIG Smart Cities vem fomentar o desenvolvimento de ideias com base em TIC que contribuem para uma melhor qualidade de vida urbana e um mundo mais sustentável.

Através do projeto MOBICASCAIS, Cascais é pioneiro na implementação de um sistema multimodal de transportes totalmente inovador, criado em parceria com o Centro de Engenharia e Investigação da Indústria Automóvel (CEIIA). O sistema abrange bicicletas, automóvel privado, parques de estacionamento, comboio, autocarro e novas tecnologias (criação de uma app). A ideia é criar mais mobilidade e, sobretudo, mais mobilidade sustentável, com ganhos de eficiência para os utilizadores e para o ambiente. Para tal, a autarquia adquiriu 1.200 bicicletas e criou novas carreiras rodoviárias, destacando-se uma destinada exclusivamente aos praticantes de desportos de mar.

O projeto, desenvolvido pelo CEIIA em exclusivo para Cascais, mas que pode ser replicado noutras regiões do país, resultou também num decréscimo na ordem dos 25% no preço dos passes da CP e da Scoturbb, operadores de transportes públicos no concelho. Através da app MOBICASCAIS (IOS ou Android) é possível receber informação sobre horários de transportes e disponibilidade de bicicletas (e lugares de estacionamento para estas). Até final de 2017, sistema terá 1200 bicicletas partilháveis, 70 km de ciclovias, dois mil postes de parqueamento e 1280 lugares de estacionamento automóvel gratuito junto às estações de comboios e autocarros municipais.

Outro projeto em destaque é o Cascais Smart Waste, um sistema de gestão de resíduos e de sensores de enchimento das ilhas ecológicas inteligente, amigo do ambiente e capaz de poupar recursos técnicos e financeiros, reconhecido com o prémio “Selo - A Smart Project for Smart Cities” em 2015, atribuído pela associação “INTELI - Inteligência em Inovação, Centro de Inovação”.

Enquanto município inteligente, Cascais integra duas tecnologias inovadoras (plataforma MAWIS da MOBA e sondas de leitura do nível de enchimento e comunicação à distância da SMARTBIN), através de uma plataforma única, sendo esta conjugação inédita em Portugal e que permitiu reduzir, de forma significativa, o número de quilómetros efetuados, o número de circuitos realizados, a frequência de recolha, bem como o consumo de combustível associado a estas tarefas, poupando 264 toneladas de emissões de CO2 em 2014. Recuperando em seis meses o investimento inicial, a Câmara não só melhorou os serviços como baixou os gastos diretos da Cascais Ambiente com a prestação dos serviços de recolha entre 2011 e 2014.

Mas também a Vodafone está a reforçar as soluções de smart cities. Como a Vodafone Smart Lights, que permite a monitorização em tempo-real de energia e circuitos elétricos, bem como gestão da eficiência energética. Ou a Vodafone Smart Energy, solução de monitorização de energia e gestão da eficiência energética de um edifício. Um sistema integrado permite a monitorização em tempo-real de todos os consumos energéticos, bem como a possibilidade de controlar remotamente circuitos elétrico, é totalmente orientada para a informação analítica da gestão de energia, permitindo visualizar dados avançados de energia (tais como a energia reativa ou o fator de potência).

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