Cofina chega a acordo para comprar Media Capital

2019-09-23 Já há acordo entre a Cofina e a Prisa. O grupo de Paulo Fernandes anunciou o lançamento de uma OPA sobre a Media Capital, ficando a dona da TVI avaliada em 255 milhões de euros. Bem longe dos 440 milhões envolvidos na anterior tentativa de compra, da Altice. A operação está agora nas mãos dos reguladores, que terão que lhe dar luz-verde.

Depois do acordo obtido com os espanhóis da Prisa, o maior acionista da Media Capital (MC), a Cofina anunciou o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a dona da TVI. A contrapartida oferecida pelas ações que estão em bolsa - um valor residual, de 0,26% - é de 2,3336 euros, sendo portando esta oferta inferior a 10,5 milhões de euros.

Já a maior acionista da MC, a Prisa - que detém através da Vertix 94,69% do capital - terá uma contrapartida máxima de 2,1322 euros por ação, representando um encaixe de 170,6 milhões de euros. Segundo o grupo espanhol, o valor representa uma menos-valia de cerca de 76 milhões de euros para as suas contas. A diferença no valor proposto a pagar por ação face aos títulos que estão no mercado justifica-se pelo facto da Cofina assumir a divida da MC, de 75 milhões de euros. Quanto aos restantes 5% do capital, são detidos pela
Abanca, que está envolvida na operação da Cofina, tal como o empresário portuense Mário Ferreira.

"Caso a aquisição da referida participação venha a ser positivamente apreciada pelos reguladores, o seu financiamento está assegurado através de crédito bancário já aprovado e da realização de um aumento de capital", diz a Cofina em comunicado. Este aumento "está garantido em mais de 50% pelos atuais acionistas de referência, sendo, no entanto, possível que entrem novos investidores com posições qualificadas", diz a Cofina, não estando aqui incluída a percentagem do capital em free-float.

O grupo de Paulo Fernandes, dono de ativos como o Correio da Manhã, CMTV e Jornal de Negócios, adiantou ainda que pretende "manter as linhas editoriais dos diferentes meios de comunicação social que detém e que passará a deter, bem como todos os profissionais que estejam dispostos a colaborar neste novo projeto. Esta aquisição garante a existência de um grupo de media independente e capaz de reforçar o papel que os media têm enquanto pilar essencial à vida de uma sociedade democrática".
E garante que a operação criará "um grupo financeiramente forte", com "independência editorial e a criação de valor para todos os stakeholders, incluindo colaboradores, acionistas, clientes, fornecedores e parceiros."

Recorde-se que esta é a terceira tentativa de compra da MC. Na última, a Altice Portugal, que se propunha dar 440 milhões pelo grupo, desistiu do negócio, quando a Autoridade da Concorrência (AdC) se preparava para o rejeitar. Em conjunto com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), terá agora que avaliar a nova proposta para esta poder avançar.

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