Compras eletrónicas mantêm-se aquém do potencial

2018-10-24 A economia digital em Portugal ainda está a reforçar-se e as empresas têm dado prioridade a investimentos na área da mobilidade, cibersegurança e cloud computing. A realidade mostra que o potencial de crescimento do comércio eletrónico é grande, seja em termos de utilização de particulares seja de transações entre empresas. Os mercados de exportação surgem como uma oportunidade a explorar, destaca o estudo “Economia Digital em Portugal”, da Acepi e da IDC.

A edição deste ano revela que um quarto das empresas em Portugal tem iniciativas de transformação digital em curso sendo o investimento em tecnologias uma tendência imparável e uma aposta das empresas para se manterem competitivas e explorarem as oportunidades de um mercado cada vez mais globalizados. O estudo foi apresentado por Alexandre Nilo Fonseca, presidente da Acepi, no “Portugal Digital Summit”.

Os benefícios mais referidos pelas empresas na transformação digital são a inovação em produtos e serviços e fidelização dos clientes. Os números mostram que o número de portugueses que compram online está a crescer: há 3,5 milhões a usar a internet para fazer compras, gastando 4,6 mil milhões de euros, num crescimento de 11% face a 2016. A maioria faz compras através do computador (97%) mas um número crescente utiliza telefone móvel (62%).

Vestuário, acessórios de moda, equipamentos de comunicações móveis e acessórios são os produtos de distribuição física mais adquiridos através da internet. As previsões indicam que 7,1 milhões de portugueses comprem online em 2025, mantendo a tendência de crescimento que se tem verificado os últimos anos. Para já, dos que compra lá fora, a China, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos reúnem as preferências dos utilizadores nacionais. Mais de 1/3 adquirem produtos em sites localizados na China.

A despesa com compras na Internet continua semelhante aos anos anteriores, quase 40% dos consumidores refere um valor entre 100 e 500 euros. Só cerca de 15% gasta mais de mil euros. Cerca de 90% dos compradores online portugueses diz já ter utilizado a transferência bancária, seguindo-se o Multibanco (74%), cartão de crédito (68%), MB Net/MB Way (42%) e o PayPal (41%).  A utilização de cartões virtuais (MB Net e MB Way) aumentou a sua utilização.

Apesar da evolução da economia digital, o principal fator de atraso está ainda nas empresas: 60% dos negócios não tem sequer presença online.  Ainda assim, os valores do comércio eletrónico B2C em Portugal ultrapassaram os 4,6 mil milhões de euros em 2017, um crescimento de 11,3% face a 2016. Já as compras eletrónicas em B2B ultrapassaram os 70 mil milhões de euros (mais 11%), prevendo-se que alcancem 131 mil milhões em 2025. As compras do Estado através de plataformas eletrónicas são um dos fatores de crescimento, mas também as exportações. Das empresas que vendem online, só 18% vendem fora de Portugal.

Se são as tecnologias de mobilidade, a cibersegurança e os serviços de cloud computing as tecnologias mais utilizadas pelas organizações nacionais, a IoT e a robótica são os aceleradores de inovação mais utilizados, apesar de ainda não terem uma adoção elevada.
 

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