COVID-19 impulsiona tráfego de voz e de internet móvel

2020-09-01 As medidas excecionais associadas à COVID-19 provocaram um crescimento significativo do tráfego mensal do serviço móvel e da duração média das chamadas, que registou mesmo um recorde histórico.  Dados da Anacom mostram que o tráfego de voz móvel aumentou no primeiro semestre do ano 17% face ao período homólogo, atingindo os 16,7 mil milhões de minutos.

As alterações dos padrões de consumo tiveram igualmente forte impacto no número de minutos de conversação por acesso de voz móvel: foi, em média, de 238 por mês, mais 36 minutos do que em igual período de 2019. Já a duração média das chamadas atingiu um máximo histórico de 203 segundos por chamada, mais 41 segundos que em período homologo, o valor mais alto registado até à data.

Por tipo de chamada, o elevado crescimento verificado no tráfego de voz em minutos foi sobretudo resultado do aumento do tráfego off-net (+24,9%) e on-net (+12,5%). Registaram-se aumentos significativos no tráfego móvel-fixo (+20%) e com destino a números curtos e não geográficos (+20,3%). O tráfego com destino a redes internacionais diminuiu 14,6% face a igual período do ano anterior.

O tráfego de Internet em banda larga móvel aumentou 33,9%, impactado pelos efeitos da COVID-19. O tráfego médio mensal por utilizador ativo de Internet móvel aumentou 28,9% face ao período homólogo. Cada utilizador de BLM consumiu, em média, 4,5 GB por mês. Recorde-se que os prestadores de maior dimensão ofereceram aos seus clientes 10 GB de dados móveis no início do período em que vigorou o estado de emergência.

Os acessos móveis habilitados a utilizarem o serviço totalizaram no final de junho os 16,9 milhões, dos quais 12 milhões (71,4% do total) foram efetivamente utilizados. Excluindo o número de acessos afetos a PC/tablet/pen/router, os acessos móveis ascenderam a 11,5 milhões.

No final de junho, a penetração do serviço móvel ascendeu a 164 por 100 habitantes. Caso fossem apenas considerados os acessos móveis com utilização efetiva1 (excluindo machine-to-machine - M2M), a taxa de penetração em Portugal seria de 117. Por outro lado, se se excluíssem os acessos afetos exclusivamente a serviços de dados e acesso à Internet (cartões associados a PC/tablet/pen/router), a penetração dos serviços móveis seria de 112 por 100 habitantes. A penetração de acessos móveis comercializados em pacote com serviços prestados em local fixo foi de 45,4 por 100 habitantes (pacotes convergentes).

A Anacom refere que a penetração da Internet móvel foi de 76,4 por 100 habitantes, mais 0,5 pontos percentuais. O número de utilizadores efetivos do serviço móvel de acesso à Internet fixou-se em 7,9 milhões (+0,9% que em igual período do ano anterior), continuando a tendência de desaceleração que se iniciou em 2017.

No que respeita ao tráfego de roaming, este registou um decréscimo em todos os tipos de tráfego, destacando-se o tráfego de Internet (-27,5% no caso do roaming in e -7,2% no caso do roaming out), que registou, pela primeira vez desde o início da recolha deste indicador (em 2010), taxas de crescimento negativas face ao trimestre homólogo. A queda registada em todos os tipos de tráfego de roaming in e roaming out resultou da quebra de viagens internacionais decorrentes da situação de pandemia.

Relativamente às quotas dos prestadores, a MEO foi o prestador com a quota mais elevada dos acessos móveis ativos com utilização efetiva (41%), seguida da Vodafone (30,1%) e da NOS (26,2%). Face ao período homólogo, a quota de acessos móveis da NOS aumentou em 1,2 p.p., tendo a quota da MEO e da Vodafone diminuído 1,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente.

No caso das quotas de subscritores de acesso à Internet em banda móvel, a da MEO foi de 38,3%, seguindo-se a Vodafone com 29,9% e a NOS com 29,6%. A quota da NOS aumentou 1 p.p. e as quotas de subscritores da MEO e da Vodafone diminuíram 1 p.p. e 0,5 p.p., respetivamente.

A NOS detém a quota mais elevada de tráfego de Internet em banda larga (46,2%), seguida da MEO e da Vodafone (27,1% e 26,3%, respetivamente). Face ao ano anterior, a quota da NOS aumentou 5,2 p.p. As quotas da Vodafone e da MEO diminuíram 4,1 p.p. e 1,2 p.p., respetivamente.

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