CTT avançam com plano de reestruturação

2017-12-20 Os CTT acabam de anunciar um “plano de transformação operacional”, com vista ao corte de custos. Entre as medidas, está um corte de 800 postos de trabalho a três anos (8% da força de trabalho), assim como a redução das remunerações dos administradores e a limitação dos aumentos salariais. Vai ainda reduzir custos com os fornecimento e serviços externos. E admite voltar a rever a política de dividendos, embora tenha reiterado o dividendo de 38 cêntimos por ação.

O plano de redução de custos foi anunciado ao mercado, com vista a aumentar o nível de rentabilidade do grupo postal, numa altura em que as ações têm vindo a registar uma queda acentuada. O impacto estimado deste plano na rentabilidade do grupo será da ordem dos 45 milhões.

Assim, a juntar ao corte de 200 trabalhadores que está em curso, vão cortar, num timing a três anos, mais 800 empregos. Destes, cerca de 200 a 250 serão saídas consideradas naturais, onde se incluem reformas. Haverá ainda o corte dos contratos a prazo que no universo dos CTT totalizam 500 pessoas e um programa para rescisões por mútuo acordo.

Segundo os CTT, o setor postal “está a passar por um processo de rápida diversificação de atividades”, encontrando.se o grupo “ainda numa fase inicial de tal transformação”. Digitalização, e-commerce, eficiência e diversificação são as grandes tendências, estado a substituição eletrónica a impactar fortemente os resultados, uma vez que os CTT ainda estão muito dependentes do Correio.

Considerando que “os resultados estão sob pressão desde meados de 2016”, a empresa considera “indispensável um plano de transformação operacional abrangente”, que será “focado no negócio postal, de forma a melhorar a rentabilidade, reforçar a qualidade de serviço e dar suporte à transformação a médio prazo da empresa”. Garante-se ainda que este plano cumpre todas as obrigações regulatórias.

Ajustar as politicas de recursos humanos e aumentar o esforço de redução de gastos; reforçar o programa de otimização de recursos humanos e racionalizar ativos estratégicos; otimizar a rede de lojas mantendo a proximidade aos cidadãos; e racionalizar a rede de distribuição para melhorar a eficiência operacional são os quatro pontos deste plano.

Assim, além do corte de pelo menos 800 postos de trabalho a tempo inteiro, o plano passará pelo fecho de lojas com pouca procura, redução substancial da remuneração variável dos trabalhadores dos, corte de salários da administração – 25% do presidente e 15% da restante administração, não tendo direito a remuneração variável.

Cerca de 200 trabalhadores a tempo inteiro estão negociações para saírem já este ano. Destes, 140 já acertaram as condições com a empresa. Os trabalhadores verão ainda a remuneração variável que teriam direito referente ao ano que está agora a acabar ser alvo de uma “forte redução” e os aumentos salariais que não sejam obrigatórios no próximo ano sujeitos a limitação.

Ainda assim, a administração mantém que quer pagar um dividendo de 0,38 euros por ação relativamente ao exercício deste ano, que, a concretizar-se, será pago no próximo ano. Entretanto, os CTT anunciaram um novo administrador financeiro, Guy Pacheco, com a saída de André Gorjão Costa. Assim como a venda da sua antiga sede, em Lisboa, por 25 milhões de euros.

2018-07-16 | Atualidade Nacional

Anacom aprova Regulamento de Segurança das Redes e Serviços de Comunicações


2018-07-16 | Atualidade Nacional

Associados beneficiam de desconto na edição deste ano do evento


UE admite avançar com medidas coercivas contra a plataforma


Através de uma operação de 2,5 mil milhões de dólares


2018-07-12 | Breves do Sector

De 16 a 20 de julho, na Ribeira Grande e Ponta Delgada


2018-07-12 | Breves do Sector

Uma solução tecnológica PT Empresas