CTT mantêm dividendos apesar do recuo nos lucros e receitas

2017-03-09 Os CTT fecharam o exercício de 2016 com uma quebra de lucros de 13,7%, para 62,2 milhões de euros. As receitas caíram 5%, para 669,7 milhões de euros. O lançamento do Banco CTT e os rendimentos operacionais abaixo do esperado impactaram os resultados do grupo, com a subida do preço médio em 1,1% no serviço universal a não compensar a queda de tráfego de correio, que foi de 4,2%.

Apesar do recuo dos lucros, os CTT decidiram manter os dividendos a distribuir aos acionistas, mantendo assim o compromisso já assumido, de uma proposta de dividendo de 48 cêntimos por ação. A proposta da administração será analisada na assembleia geral anual, agendada para 20 de abril, prevendo-se que o pagamento seja pago a 19 de maio, como refere o comunicado de apresentação dos resultados.

Os CTT já tinham alertado o mercado para um último trimestre de 2016 mais fraco. No final de janeiro, reviram em baixa as estimativas para os resultados do ano passado, antecipando uma descida entre 4% a 7% do EBITDA em 2016, excluindo o Banco CTT. Também nessa altura, a administração reafirmou que pretendia propor um dividendo mínimo de 0,48 euros por ação para 2016, pagável em 2017.

De acordo com o comunicado à CMVM, a queda do correio endereçado foi de -4,2%, muito influenciada por uma redução mais acentuada no 4º trimestre. No correio de grandes clientes, a queda do correio registado provocou uma deterioração da receita média unitária deste segmento superior a 2%, agravando o efeito da redução de tráfego nos rendimentos.

Os rendimentos recorrentes decresceram 4,4%, EBITDA recorrente situou-se nos 119,5 milhões de euros, menos 17%, com a margem EBITDA a atingir os 17,2%. O EBITDA recorrente excluindo o Banco CTT foi de 139,6 milhões, menos 6,3%, contribuindo o Correio com 70%, os Serviços Financeiros com 27% e o Expresso e Encomendas com 3%.

O grupo destaca o lançamento em 2016 do Banco CTT “como fonte de desenvolvimento de médio longo prazo dos Serviços Financeiros, consolidando esta alavanca de crescimento”. O banco encerrou o ano com presença em 202 lojas em todo o país, 105 mil clientes, mais de 74 mil contas de depósitos à ordem e uma captação de depósitos acima de 250 milhões de euros. O projeto impacto negativamente os lucros, já que o resultado liquido apurado, de 62,2 milhões de euros, teria sido de 85,5 milhões sem o banco.

Já os gastos operacionais s, que em 2016 continuaram a depender em grande parte da implementação do Programa de Transformação do grupo, reduziram-se em 1,3%, para um total de 584,8 milhões de euros. Apesar dos gastos recorrentes de 21,3 milhões com o Banco CTT. A empresa encerrou o ano com 12 149 trabalhadores, mais 92 (0,8%) que no final de 2015.

Francisco de Lacerda, presidente e CEO dos CTT, anunciou hoje que o grupo deverá concretizar a compra da Transporta no segundo trimestre deste ano. A operação já teve luz verde da Autoridade da Concorrência.  A compra foi anunciada em meados de dezembro, tendo o grupo chegado a acordo com uma verba de 1,5 milhões de euros para adquirir a empresa que opera no transporte rodoviário de mercadorias, incluindo atividade logística, armazenamento e transporte ocasional de mercadorias.

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