Data Pitch: tratamento de dados dá 100 mil euros a startups

2018-07-05 Já arrancou o programa ‘Data Pitch’, um ambicioso projeto pan-europeu que promete acelerar as startups europeias em campos tão diversos como a previsão de tendências do retalho, infertilidade masculina ou serviços de concierge para autoridades locais. Tudo através do tratamento de dados. A Beta-i, em parceria com a Comissão Europeia, assegura a coordenação deste acelerador. As candidaturas estão abertas até 2 de outubro.

A Met Office, Konica Minolta e Greiner International Packaging são alguns dos mais recentes parceiros corporativos a aderir ao programa, partilhando os seus dados com as startups inscritas no Data Pitch, um acelerador pan-europeu patrocinado pela União Europeia, através do programa Horizonte 2020.  Outros parceiros incluem a multinacional de telecomunicações Altice, o GROW Observatory (da Universidade de Dundee), a plataforma de serviços financeiros MASAI e a portuguesa Jose de Mello Saude.

As startups podem concorrer a um lugar neste acelerador, onde podem receber 100 mil euros de financiamento (a fundo perdido sem tomada de capital), mentoria de especialistas, oportunidades de investimento, bem como acesso a dados gerados por várias grandes empresas, e pelo setor público.  O investimento destina-se a premiar soluções que respondam a uma série de desafios, usando uma combinação de dados abertos, fechados e partilhados. Os campos de atuação vão desde a melhoria de eficiência no transporte e sistemas de logística, até previsão de tendências do retalho, infertilidade masculina ou análise de fissuras em ossos.

Já estão inscritas 18 startups, trabalhando dados de empresas como a Deutsche Bahn, o operador ferroviário alemão ou o gigante do retalho português Sonae. Até agora, estes projetos atraíram mais de 830 mil euros em vendas e investimento,  criando mais de 30 postos de trabalho diretos.

“Um objetivo central do Data Pitch passa por encorajar a circulação de dados entre diferentes entidades, gerando todo um ecossistema de inovação, onde várias organizações  trabalham de perto com startups ágeis, de forma a apenderem uns com os outros, e recorrendo aos dados como algo que os ajuda a resolver os problemas. Hoje em dia, todas as organizações geram uma quantidade substancial de dados, mas muitas não estão ainda munidas de competências para os analisar de forma efetiva. Ao aplicar um modelo de inovação deste tipo e escala, conseguimos atrair algumas das mentes mais criativas do universo de startups Europeu”, defende Elena Simperl, Professora da Universidade de Southampton e Diretora de Projeto do Data Pitch.

“Os maiores inovadores europeus encontram aqui uma oportunidade para criar diversas soluções para diferentes desafios da indústria, que vão desde a privacidade dos dados pessoais à redução da fraude nos sistemas financeiros, passando pelo combate às alterações climáticas. Este programa visa ajudar a indústria Europeia, recorrendo a fermentas e servições gerados pelos dados da própria indústria, com a ajuda de algumas das mais capazes startups do continente. Isto está em completamento alinhado com a missão e visão da Beta-i”, explica Ricardo Marvão, co-fundador e Chief Education Officer da Beta-i.

Para concorrer ao Data Pitch, as startups precisam de estar sediadas num dos 28 países da União Europeia (ou num país associado do programa Horizonte 2020), e registadas como PME junto da Comissão Europeia. Para além disso, precisam de demonstrar ter capacidade de aceder de forma segura a dados de terceiros, fazendo prova de como vão utilizar os dados a que tenham acesso.
 

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