Digital poderá ter impacto superior a 25 mil milhões na economia

2019-02-22 O impacto direto do digital na economia portuguesa foi de 9 mil milhões de euros em 2017, o que representa cerca de 4,6% do PIB nacional e evidencia um gap de 3,3% em relação à média dos países europeus. Se for aproveitado todo o seu potencial, poderá alcançar os 25,8 mil milhões, em 2025, o que permitirá ao país posicionar-se como um hub digital para a Europa. Estas são algumas das conclusões do estudo ‘Impacto do Digital na economia portuguesa’, realizado pela Boston Consulting Group (BCG) e pela Google, que acaba de ser apresentado.

O estudo revela que nos últimos anos se registou um forte crescimento do digital nos últimos anos – entre 2013 e 2017 foi de 20% - posicionando-o à frente de setores como a construção ou energia, água e saneamento no que respeita ao contributo para a economia nacional.
Considerando não só o impacto direto do Digital, mas o valor gerado em jornadas de compra que começam online e terminam nos canais convencionais, o impacto em 2017 terá ascendido a 25 mil milhões de euros, considerando apenas os setores do retalho e turismo.

Ainda assim, e como destacou na apresentação do estudo Pedro Pereira, partner e manager director da BCG, o impacto direto do digital está 3,3% abaixo do verificado para nos países europeus – no Reino unido representa 13,8% do PIB – o que mostra todo o potencial que há ainda por explorar, uma vez que ainda estamos na cauda da Europa.

O estudo aborda as transformações que o digital tem provocado em setores como o turismo, retalho, banca, seguros, telecomunicações, AP, educação, saúde e transportes e mobilidade. Ainda que a ritmos e escalas distintas, todos têm vindo a adaptar-se à revolução tecnológica.

O gestor destacou vários fatores críticos para o processo de transformação das empresas para o digital, a começar pelo estar online, focar nas necessidades do cliente, garantir a excelência da experiência, unificar a experiência online/offline, até saber explorar todo o valor dos dados, estabelecer parcerias geradoras de valor e desenhar modelos de negócio asset light, pensando sempre no mercado global.

Salientou ainda o papel fundamental dos governos, reguladores e sociedade como um todo neste processo de transformação para o digital. Qualificar e reforçar a literacia digital terão que ser prioridades, assim como garantir condições de cibersegurança e regular convenientemente, protegendo as pessoas mas garantindo que as empresas sejam competitivas internacionalmente.

“Estamos na 4ª revolução industrial, que é a mais vertiginosa de sempre e que não depende do mercado nacional, do acesso a matérias-primas locais nem da localização no globo. É, de novo, uma oportunidade para Portugal”, rematou.

Também Bernardo Correia, diretor-geral da Google Portugal, salientou a urgência da transformação digital, porque “há muito por fazer. É preciso criar políticas públicas digitais user friendly e apostar na requalificação profissional para as skills do futuro e para a urgência da transformação digital nas empresas”

Foi ainda realizado um segundo estudo, sobre o “Impacto Económico da Google em Portugal”, que revela que a utilização dos produtos e das soluções de publicidade da tecnológica gera anualmente 2,5 mil milhões de euros de receitas incrementais no tecido empresarial português, ao potenciar as vendas digitais ou as vendas viabilizadas digitalmente.

Neste segundo trabalho, foi analisado não apenas o impacto económico nas receitas incrementais das empresas, mas também o seu equivalente no número de empregos e ainda quantificado o quanto valorizam os portugueses os produtos da Google que usam gratuitamente (excedente do consumidor). 

Assim, assumindo uma produtividade média de 21,6 euros por hora, o estudo estima que as receitas geradas pelos produtos e serviços da Google sejam equivalentes a cerca de 70 mil empregos. Este valor resulta não só da produtividade gerada nas empresas via publicidade (para anunciantes e anfitriões de conteúdo), mas também da ocupação de cerca de 10 mil programadores portugueses, cerca de 15% do total, que se dedicam maioritariamente ao desenvolvimento de aplicações no sistema operativo Android.

“A Google está em Portugal há mais de dez anos, e continuamos comprometidos em fomentar a economia digital do país. Este estudo conduzido pela BCG reflete o impacto dos nossos esforços não apenas ao nível dos produtos que disponibilizamos aos utilizadores, mas também como temos contribuído para a digitalização do mercado português e para potenciar os negócios online”, destaca Bernardo Correia.

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