Dona da TVI aumenta resultados líquidos semestrais em 26%

2018-07-23 A Media Capital registou uma subida de 26% dos resultados líquidos do primeiro semestre, para 10,5 milhões de euros. Graças à melhoria da operação, nomeadamente ao reforço das receitas de publicidade, e à redução dos encargos com juros. É que o grupo de media que controla a TVI conseguiu diminuir em 22% o endividamento junto da banca.

Em comunicado à CMVM, a Media Capital destaca o reforço da “sua liderança nos média em Portugal em termos de quota e rentabilidade, fortalecendo desta forma a sua posição no competitivo setor dos média nacionais”. As receitas subiram 10%, fixando-se em 86,8 milhões de euros, enquanto os gastos operacionais, excluindo amortizações e depreciações, registaram uma subida de 9%, para 67,4 milhões, com a área da televisão em destaque.

A empresa esclarece que os dois indicadores, além de beneficiarem da atividade ordinária, refletem o impacto da adoção do IFRS 15 a partir de 1 de janeiro de 2018, referente ao registo de rendimentos procedentes de contratos com clientes. Este novo normativo implicou alterações na apresentação de linhas de rendimento específicas, o que originou uma subida de rendimentos e gastos operacionais, em igual montante, de 5 milhões de euros.

O EBITDA subiu 12%, para 19,4 milhões de euros, ficando o resultado operacional (EBIT) em 16,4 milhões de euros, uma subida de 22% em termos homólogos.

No primeiro semestre do ano, os rendimentos com publicidade subiram 3%, com o segmento de televisão, o principal negócio da Media Capital, a registar uma variação positiva de 2%, Já na rádio, o reforço foi de 3%, e no  segmento “Outros”, que inclui as áreas do digital, música e eventos, assim como a holding e os serviços partilhados, a melhoria foi de 19% em termos homólogos.

O grupo reduziu ainda mais a dívida líquida, passando para 74,1 milhões de euros no final de junho, representando uma queda de 21,2 milhões face a um ano antes. “Os resultados financeiros (líquidos) melhoraram 700 mil euros, por via da redução dos encargos com juros (menor dívida média e menor custo associado) e da valorização do euro", explica o comunicado. Grande parte deste corte ocorreu no segundo trimestre, entre abril e junho.

Recorde-se que a Media Capital estava a ser alvo de uma oferta pública de aquisição pela Altice, na sequência do acordo feito pelo grupo com a espanhola Prisa, a dona do grupo de media, mas a operação fracassou. A CMVM já anunciou a extinção do processo administrativo referente à OPA da MEO, detida pela Altice, sobre a Media Capital devido "à extinção" do processo de compra. Prisa e Altice anunciaram o fim do negócio, a 18 de junho, quando a Autoridade da Concorrência se preparava para o chumbar.
 

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