Duração média das chamadas móveis atinge máximo histórico em março

2020-06-02 As medidas excecionais associadas ao COVID-19 alteraram o perfil dos padrões de consumo de comunicações móveis. O resultado foi um crescimento significativo do tráfego mensal de acesso do serviço móvel e da duração média das chamadas. Dados da ANACOM mostram que estas atingiram um novo máximo histórico de 184 segundos no final do 1º trimestre.

Já o tráfego de voz móvel aumentou 11,9% face ao período homólogo, atingindo 7,9 mil milhões de minutos, influenciado pelas medidas excecionais associadas ao COVID-19, nomeadamente a declaração do estado de emergência a 18 de março. Nessa semana (16 a 22 de março), o tráfego de voz móvel em minutos aumentou 39% face à semana de 2 a 8 de março.

As alterações dos padrões de consumo tiveram igualmente forte impacto no número de minutos de conversação por acesso de voz móvel, que foi, em média, de 223 por mês, mais 23,1 minutos que em igual período de 2019. A duração média das chamadas foi de 184 segundos por chamada, mais vinte segundos do que no período homólogo.

Por tipo de chamada, o elevado crescimento verificado no tráfego de voz em minutos resultou do aumento do tráfego off-net (+16,9%) e on-net (+8,4%). O tráfego com destino a redes internacionais, que subia há 14 trimestres consecutivos, diminuiu 0,1%.

Quanto ao tráfego de acesso à internet em banda larga móvel (BLM), este aumentou 41,3% face ao trimestre homólogo, impactado pelos efeitos do estado de emergência. Estima-se que, nas primeiras quatro semanas do estado de emergência, o tráfego de dados móveis tenha crescido cerca de 8,5%, em termos médios.

O tráfego mensal por utilizador ativo de Internet móvel aumentou 31,4%, sendo que cada utilizador de BLM consumiu em média 4,3 GB por mês. Recorde-se que os prestadores de maior dimensão ofereceram aos seus clientes 10 GB de dados móveis no início do período em que vigorou o estado de emergência.

O número de acessos móveis habilitados a utilizar o serviço totalizou 17,3 milhões, dos quais 12,2 milhões (70,9% do total) foram efetivamente utilizados (+0,1%). Excluindo o número de acessos afetos a PC/tablet/pen/router, existiam 11,7 milhões de acessos móveis.

A evolução verificada é explicada pelo aumento da penetração dos pacotes convergentes, que integram o serviço telefónico móvel, bem como pela substituição dos planos pré-pagos por planos pós-pagos, fazendo com que os planos pós-pagos e híbridos continuem a crescer, 5,4%; enquanto os planos pré-pagos estão em queda desde 2013, representando agora 39,6% do total, menos três pontos percentuais do que no período homólogo.

Em termos de quotas, a MEO foi o prestador com a quota mais elevada dos acessos móveis ativos com utilização efetiva (41,5%), seguida da Vodafone (30,1%) e da NOS (25,8%). Face ao período homólogo, a quota da NOS aumentou 0,9 pontos percentuais, enquanto a da MEO e da Vodafone diminuíram um ponto e 0,1 pontos, respetivamente.

No 1º trimestre existiam cerca de 8 milhões de utilizadores efetivos do serviço móvel de acesso à internet, mais 5,4% em termos homólogos, o que corresponde a uma penetração de cerca de 78,3 por 100 habitantes. Este crescimento está associado ao aumento de 5,8% dos utilizadores de Internet no telemóvel, à massificação dos smartphones e ao desenvolvimento das aplicações móveis.

Relativamente às quotas de subscritores de acesso à Internet em banda larga móvel, a quota da MEO foi de 37,4%, segue-se a NOS com 31,2% e a Vodafone com 29,2%. A NOS tornou-se no segundo maior prestador de Internet móvel - a sua quota subiu 2,6 pontos, enquanto que as quotas da Vodafone e a MEO diminuíram 1,6 p.p. e 1,5 p.p., respetivamente.

No que respeita ao roaming internacional, o tráfego de roaming in registou aumentos em todos os tipos de tráfego face a igual período do ano anterior, com destaque para o tráfego de Internet, que aumentou 41,3%. Foram feitas mais 5,3% chamadas de voz; o tráfego de voz em minutos aumentou 19,5% e a duração média das chamadas aumentou 13,5%. Quanto ao roaming out, o tráfego de internet subiu 39,7% e foram feitas menos 6,2% chamadas de voz, sendo a primeira vez que se regista uma redução face ao trimestre homólogo. Apesar de terem sido feitas menos chamadas, as que se fizeram foram mais longas (em média mais 10%), o que contribuiu para um aumento de 3,2% do tráfego de voz em minutos. Os SMS em roaming out caíram 8,6%.

A evolução mais moderada dos indicadores de roaming em comparação com períodos anteriores terá sido impactada pelas restrições impostas às viagens internacionais decorrentes da situação de pandemia.


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